COLUNA-Investidor da Petrobras deveria prestar atenção em Ivan Monteiro

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015 17:42 BRST
 

Por Aluísio Alves

(O autor é repórter sênior do Serviço Brasileiro da Reuters. As opiniões expressas são do autor do texto)

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - A primeira reação negativa de investidores à migração de Aldemir Bendine da presidência do Banco do Brasil para a da atribulada Petrobras pode ser equivocada. Não por sua reputação com investidores, mas pela de seu vice-presidente de Finanças no BB e agora na Petrobras, Ivan Monteiro.

Se o BB chegou ao final do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff alheio à crise de confiança que se abate sobre outras estatais federais como Eletrobras, Correios, Caixa Econômica Federal, BNDES e a própria petroleira, muito se deve à habilidade de Monteiro de ser um interlocutor confiável e respeitado pela comunidade financeira, inclusive por rivais.

Quando Antonio Francisco de Lima Neto foi removido da presidência do BB no fim de 2009 por desobedecer a ordem do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para aumentar a oferta de crédito no meio de uma crise global, o mercado temeu que o sucessor Bendine atenderia o controlador às custas da rentabilidade do banco.

Essa percepção cresceu quando o BB foi instado a salvar o fragilizado Banco Votorantim, logo em seguida. E voltou à tona quando Dilma mandou os bancos estatais de novo para o ataque para tentar tirar a economia doméstica do caminho da recessão.

O BB recuperou o topo do ranking bancário, brevemente perdido após a fusão que criou o Itaú Unibanco, no fim de 2008, e ganhou largas fatias de mercado no crédito, com estrago controlado sobre a lucratividade.   Continuação...