Plano do G20 para metas de investimento enfrenta forte oposição

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015 11:40 BRST
 

Por Dasha Afanasieva e Orhan Coskun

ISTAMBUL (Reuters) - Autoridades financeiras do Grupo dos 20 devem rejeitar uma proposta para definir metas específicas de investimentos para países para impulsionar uma economia global que parece cada vez mais dependente dos Estados Unidos para crescer.

A reunião de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais em Istambul acontece ao mesmo tempo em que a Grécia coloca uma nova sombra sobre a Europa, o petróleo barato causa distúrbios na inflação e projeções de crescimento e um dólar cada vez mais fortalecido ameaçam economias emergentes.

O vice-primeiro-ministro Ali Babacan disse que a Turquia --que tem a presidência do G20 em 2015-- prefere definir metas vinculantes de investimento nacional, mas parece que enfrenta dificuldades em ganhar apoio.

"Todos os países estariam comprometidos?... Não sabemos ainda", disse Babacan em discurso nesta segunda-feira.

Uma fonte do G20 disse à Reuters que a ideia já foi removida do que está sendo discutido.

O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Jack Lew, disse na semana passada que os EUA não podem ser "o único motor de crescimento", e uma autoridade norte-americana sênior disse que a mensagem de Washington novamente será de que a Europa não está fazendo o suficiente.

A Alemanha, com seu volumoso superávit em conta corrente e um orçamento equilibrado, tem sido pressionada em sucessivos encontros do G20 para gastar mais.

Os líderes das principais economias do mundo acertaram no ano passado que lançariam novas medidas para elevar o crescimento do Produto Interno Bruto coletivo em 2 pontos percentuais adicionais ao longo dos próximos cinco anos acima do nível projetado em 2013.

A promessa, chamada de Plano de Ação de Brisbane, reúne cerca de 1.000 compromissos, que agora devem ser reduzidos para um número mais administrável para sua execução.

Cumprir essas promessas poderia adicionar mais de 2 trilhões de dólares à economia global e criar milhões de novos empregos durante os próximos quatro anos, disse a chefe do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, em um blog.