9 de Fevereiro de 2015 / às 17:43 / 3 anos atrás

Novo terminal de grãos do Maranhão recebe primeiro carregamento de soja

SÃO PAULO (Reuters) - O Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), um novo complexo portuário que promete ajudar a desafogar a logística de exportação do agronegócio brasileiro, recebeu no domingo seu primeiro carregamento de soja, abrindo caminho para o despacho dos primeiros navios já em março.

"Foi o primeiro caminhão (com soja) no complexo. É uma novidade muito importante para o cenário do agronegócio", disse nesta segunda-feira à Reuters Luis Neves, o diretor de operações no Brasil da multinacional norte-americana CHS, uma das sócias do Tegram.

A CHS tem 25 por cento de participação em um dos quatro grandes armazéns que formam o terminal. Os outros 75 por cento são da NovaAgri.

O segundo armazém, da Glencore, começa a receber soja dentro de 15 a 20 dias, disse o executivo responsável pelo consórcio do Tegram, Luiz Claudio Ferreira dos Santos.

"Até o início de março teremos três armazéns funcionando. O quarto deles fica pronto no final de março", disse Santos.

Os outros dois armazéns são da CGG Trading e do Consórcio Crescimento (uma joint venture entre Amaggi e Louis Dreyfus [AKIRAU.UL]).

Segundo Santos, a expectativa é que o Tegram consiga exportar cerca de 2 milhões de toneladas de soja e milho ainda em 2015.

Havia uma expectativa inicial de que o novo complexo começaria a exportar em 2014, com grãos da safra passada.

O Tegram é uma das grandes apostas do agronegócio brasileiro para conseguir desafogar o defasado sistema logístico do país, ainda muito concentrado no transporte de grãos por caminhões até os portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS).

O Tegram, em São Luís, passará a operar ao lado de um terminal da grãos da mineradora Vale e deverá receber boa parte de suas cargas por meio da ferrovia Norte-Sul.

Segundo Neves, da CHS, problemas de construção de um ramal entre a Norte-Sul e os armazéns estão sendo superados e as primeiras descargas ferroviárias estão previstas para maio.

A primeira fase do complexo deverá operar dentro de dois ou três anos, com capacidade total de 5 milhões de toneladas anuais, disse Santos.

A segunda fase do projeto prevê a operação em um segundo berço de atracação de navios, com capacidade anual de outras 5 milhões de toneladas.

OPERAÇÕES DA CHS

O início da operação no Maranhão deverá ajudar a CHS, maior cooperativa agrícola dos Estados Unidos, a aumentar suas exportações de grãos em 2015.

A empresa, que no Brasil não atua como cooperativa, mas na originação de grãos e na distribuição de insumos, exportou mais de 2 milhões de toneladas de soja e milho no ano passado, com projeção de mais de 3 milhões em 2015, segundo seu diretor operacional.

Parte da movimentação extra ocorrerá no Tegram e outra parte nos portos de Rio Grande, Paranaguá, Santos e Vitória (ES).

O executivo da CHS disse que a empresa tem contrato para movimentar no Tegram mais grãos do que a capacidade da qual é proprietária.

"Nós já temos um contrato de longo prazo. Nosso share como usuário é maior que o share como acionista", disse Neves, sem revelar números.

Para ajudar a abastecer o Tegram, será inaugurado na quarta-feira um novo silo da empresa em Bom Jesus, no Piauí.

Nas próximas semanas entra em operação também um silo em Ribeirão Cascalheira, no leste de Mato Grosso. Uma terceira unidade de recebimento, em Canarana (MT), também está para sair do papel.

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