G20 promete ação decisiva de políticas monetária e fiscal se necessário, aponta esboço

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015 08:42 BRST
 

Por Nick Tattersall

ISTAMBUL (Reuters) - O grupo das 20 principais economias do mundo vai prometer agir decisivamente em relação às políticas monetária e fiscal se necessário para combater o risco de estagnação persistente, de acordo com o esboço do comunicado de sua reunião obtido pela Reuters nesta terça-feira.

O comunicado, cujo objetivo é de que seja adotado pelos ministros do G20 mais tarde nesta terça-feira em uma reunião em Istambul, apontou para o risco de inflação baixa prolongada e demanda e crescimento fracos em algumas economias avançadas.

"Assim, vamos revisar de forma contínua nossas posições de políticas monetária e fiscal e agir decisivamente, se necessário", apontou o esboço do comunicado.

O esboço saudou o cenário favorável em algumas economias importantes, mas fez uma avaliação pessimista da economia global como um todo, dizendo que o crescimento é irregular e a expansão do comércio é lenta.

"Em alguns países, o crescimento potencial diminuiu, a demanda continua fraca, o cenário para empregos ainda é desanimador e a desigualdade de renda está aumentando", destacou.

O esboço apontou o crescimento lento na zona do euro e no Japão e disse que algumas economias emergentes estão desacelerando, enquanto alguns países em desenvolvimento de baixa renda veem crescimento forte contínuo mas com alguma moderação recente.

O esboço do comunicado comemorou o "quantitative easing" do Banco Central Europeu (BCE) --apesar da preocupação da Alemanha sobre a política-- e disse que a medida vai dar mais suporte à recuperação na zona do euro.

Em um aceno às expectativas de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, vai elevar a taxa de juros, o esboço destacou que algumas economias avançadas com perspectivas de crescimento mais forte estão ficando mais próximas da "normalização da política".   Continuação...

 
Encontro entre os Ministros das Finanças do G20 e chefes dos bancos centrais, em Instambul. 10/02/2015 REUTERS/Osman Orsal