Desemprego no Brasil cai a 6,5% no 4º tri mas emprego formal volta a cair

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015 10:34 BRST
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A taxa de desemprego no Brasil caiu a 6,5 por cento no quarto trimestre de 2014 na comparação com o período imediatamente anterior, mas houve queda pela segunda vez seguida no emprego com carteira assinada no setor privado.

O resultado apurado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou 0,3 ponto percentual abaixo do período entre julho e setembro.

Entretanto, superou a leitura do quarto trimestre de 2013, quando a taxa de desocupação no país havia alcançado 6,2 por cento.

Com isso, a taxa média de desemprego no Brasil do ano passado ficou em 6,8 por cento, contra 7,1 por cento em 2013 e 7,4 por cento em 2012, quando começou a série do IBGE da Pnad Contínua.

A taxa média do ano também superou o resultado médio apurado pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) --que deve ser substituída pela Pnad Contínua-- de 4,8 por cento, menor nível histórico.[nL1N0V81GY]

Segundo a Pnad Contínua, o emprego formal no setor privado recuou 0,4 por cento no quarto trimestre sobre os três meses anteriores, quando havia caído na comparação com o período imediatamente anterior pela primeira vez desde o início da série histórica do levantamento, em janeiro de 2012. No quarto trimestre, 147 mil pessoas deixaram de ter carteira assinada, apontou o IBGE.

A pesquisa mostrou ainda que o nível de ocupação no país no quarto trimestre foi de 56,9 por cento, contra 56,8 por cento no terceiro trimestre e 57,3 por cento nos últimos três meses de 2013.

Entre outubro e dezembro, a população ocupada atingiu 92,875 milhões de pessoas, uma alta de 0,7 por cento sobre o terceiro trimestre. O total era composto por 69,5 por cento de empregados, 4,2 por cento de empregadores, 23,4 por cento de pessoas que trabalham por conta própria e 2,8 por cento de trabalhadores familiares auxiliares.   Continuação...