BC chinês diz que sustentará crescimento mas evitará injetar muito dinheiro

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015 10:51 BRST
 

PEQUIM (Reuters) - O banco central da China deixou claro nesta terça-feira que está pronto para combater qualquer desaceleração na segunda maior economia do mundo, ao mesmo tempo em que alertou sobre fortes obstáculos ao crescimento e uma demanda global provavelmente anêmica.

Mas o banco central reconheceu ao mesmo tempo as preocupações sobre os crescentes níveis de dívida na China, ao dizer que evitará qualquer estímulo excessivo de crédito que poderia alimentar riscos financeiros.

O Banco do Povo da China reiterou no relatório de política monetária do quarto trimestre que manterá a política monetária prudente para assegurar que não esteja muito apertada nem muito frouxa.

"A economia ainda enfrenta pressões relativamente grandes em meio ao processo de reestruturação econômica", disse o banco central.

"Olhando à frente, é difícil ver qualquer grande melhora na demanda externa. Algumas indústrias com excesso de capacidade ainda estão aumentando as capacidades a uma grande velocidade, o que poderia aumentar as pressões para baixo sobre preços, especialmente preços industriais".

Diante de um mercado imobiliário fraco, crescimento errático de exportações e uma desaceleração nos investimentos liderada pelo governo, a economia chinesa sofreu sua pior desaceleração em 24 anos no ano passado, quando o crescimento anual caiu para 7,4 por cento.

Para incentivar a demanda, o banco central afrouxou a política monetária diretamente duas vezes em três meses cortando as taxas de juros e reduzindo o volume de depósitos que os bancos precisam manter como reservas.

"Faremos ajustes adequados e em tempo apropriado quando acontecerem mudanças relativamente grandes em condições básicas ... para impedir que a economia caia, mas também (iremos) prestar atenção para evitar 'injetar' muito dinheiro", disse o banco central.

O banco central reafirmou também sua promessa de manter o iuan basicamente estável.

(Por Judy Hua, Koh Gui Qing e Kevin Yao)