Governo dos EUA elevará pagamentos a agricultores diante de preços em queda

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015 17:29 BRST
 

CHICAGO (Reuters) - A queda dos preços dos produtos agrícolas levará a maiores pagamentos governamentais diretos aos agricultores norte-americanos de 2015 até 2017, afirmou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu relatório anual de projeções de longo prazo nesta quarta-feira.

A maior parte dos pagamentos ficará sob dois novos programas no âmbito do projeto de lei agrícola de 2014: o de cobertura de risco agrícola e o de cobertura de queda de preços.

O relatório afirmou ainda que a produção de etanol nos Estados Unidos ficará "relativamente estável" durante a próxima década, refletindo o declínio do consumo de gasolina, que geralmente contém uma mistura de 10 por cento de etanol.

Restrições à demanda por uma mistura de 15 por cento e o pequeno tamanho do mercado para uma mistura de 85 por cento vão limitar mais a produção de etanol, disse o USDA.

O milho continua a ser a principal matéria-prima do etanol nos Estados Unidos, e cerca de 35 por cento da colheita anual de milho dos EUA será usada para a produção do biocombustível na próxima década, disse o USDA.

Na frente de exportação, o USDA projetou os embarques de soja na temporada 2015/16, que começa em 1º de setembro, em 1,820 bilhão de bushels. USDA estimou nesta terça-feira as exportações de soja para 2014/15 em 1,790 bilhão de bushels.

O USDA prevê que as exportações norte-americanas de soja subiriam para 1,845 bilhão de bushels em 2024/25, mas disse que a participação dos EUA no comércio mundial da oleaginosa cairia para cerca de 33 por cento até ao final da década, com a produção sul-americana se expandido.

O USDA espera que as importações de soja pelo maior comprador mundial, a China, chegarão a 76,7 milhões de toneladas em 2015/16, subindo para 107,7 milhões de toneladas em 2024/25.

Para o milho, o USDA prevê que as exportações do produto norte-americano em 2015/16 chegarão a 1,9 bilhão de bushels.

O relatório apontou que a China importará um total de 2,9 milhões de toneladas de milho em 2015/16, subindo para 7,2 milhões em 2024/25.

(Reportagem de Julie Ingwersen)