February 13, 2015 / 11:46 AM / 2 years ago

Economia da zona do euro acelera graças a "raio" alemão

4 Min, DE LEITURA

Símbolo do euro visto na sede do Banco Central Europeu (BCE) em Frankfurt. 02/09/2013Kai Pfaffenbach

BRUXELAS/BERLIM (Reuters) - O crescimento econômico da zona do euro acelerou inesperadamente no último trimestre de 2014 uma vez que o maior membro do bloco, a Alemanha, teve expansão a um ritmo mais que duas vezes maior que o esperado.

A estimativa preliminar divulgada nesta sexta-feira pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat, mostrou que a economia dos 18 países que compartilham o euro cresceu 0,3 por cento entre outubro e dezembro ante o trimestre anterior.

Uma pesquisa da Reuters com 51 economistas havia projetado um crescimento de 0,2 por cento, o mesmo ritmo do terceiro trimestre.

Na base anual, o crescimento da zona do euro alcançou 0,9 por cento no quarto trimestre, também 0,1 ponto percentual acima do esperado.

A maior economia da zona do euro, a Alemanha, teve um desempenho claramente melhor, crescendo 0,7 por cento no trimestre, muito acima das expectativas de 0,3 por cento de alta.

O número marcou um retorno à sólida expansão na Alemanha depois de dois trimestres próximo de zero, impulsionando a taxa de crescimento no ano passado inteiro para 1,6 por cento.

A demanda doméstica tirou a Alemanha do marasmo do meio do ano e fez com que ela alcançasse crescimento de 1,6 por cento em 2014. A Agência de Estatísticas disse que uma retomada significativa nos gastos de famílias ajudou a superar a desaceleração do verão.

"Isso é um raio", disse o economista do UniCredit Andreas Rees. "Alguns falaram de possível recessão após o verão (do hemisfério norte), mas em vez disso a Alemanha se recuperou. O fato de o crescimento vir principalmente da economia doméstica dá fortes bases para otimismo".

A França não conseguiu acompanhar o ritmo, crescendo apenas 0,1 por cento, levando a segunda maior economia da zona do euro a ter expansão de apenas 0,4 por cento no ano inteiro de 2014. A Itália teve desempenho ainda pior.

"Obviamente ainda é muito fraco, mas as condições são propícias para permitir um início mais limpo da atividade em 2015", disse o ministro das Finanças, Michel Sapin, acrescentando que líderes empresariais já estão começando a aumentar os investimentos.

O banco central francês projetou na segunda-feira um crescimento de 0,4 por cento para o primeiro trimestre, sustentado por uma alta na produção industrial e uma leve melhora nas atividades do setor de serviços.

Com o lugar da Grécia na zona do euro novamente incerto, ainda existe bastante turbulência a ser enfrentada pelo bloco.

Mas a queda do preço do petróleo pela metade e a perspectiva de que o Banco Central Europeu (BCE) comprará mais de 1 trilhão de euros (1,1 trilhão de dólares) em títulos soberanos com novo dinheiro ao longo dos próximos 18 meses devem começar a incentivar o crescimento.

A economia italiana ficou estagnada no quarto trimestre, marcando o 14o trimestre consecutivo sem qualquer crescimento conforme um aumento nas exportações foi compensado pela demanda doméstica fraca.

No ano inteiro de 2014, o PIB caiu 0,4 por cento, a terceira queda consecutiva após contrações de 1,9 por cento em 2013 e 2,3 por cento em 2012.

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