ONS eleva previsão de chuva para reservatórios do Sudeste em fevereiro a 65% da média

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015 13:04 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) elevou nesta sexta-feira, para 65 por cento da média histórica, a expectativa de chuvas nos reservatórios das hidrelétricas do Sudeste do país em fevereiro para geração de energia.

A previsão anterior era de 51 por cento da média histórica.

Já a previsão para nível dos reservatórios das hidrelétricas dessa região no fim de fevereiro subiu para 22,1 por cento, ante estimativa anterior de 19,4 por cento, segundo o ONS no Informe do Programa Mensal de Operação (PMO) para a próxima semana.

O nível está em 17,82 por cento, pouco mais da metade do que estava na mesma época em 2001, ano do racionamento de energia.

A melhora na estimativa ainda não alivia a chance de racionamento, já que as afluências na região que concentra 70 por cento dos reservatórios do país ainda ficarão abaixo da média no mês que costuma ser o mais chuvoso do período úmido.

"Para a semana de 14 a 20 de fevereiro, prevê-se que a passagem de uma frente fria pelo Paraná e pelos estados da região Sudeste ocasione chuva moderada nas bacias dos rios Iguaçu e Paranapanema e chuva fraca nas bacias dos rios Tietê, Grande, Paranaíba e São Francisco", informou o ONS no Sumário Executivo do Programa Mensal de Operação.

O consumo de carga de energia elétrica no sistema nacional em fevereiro deve cair 2,7 por cento, queda mais acentuada que a estimada na semana passada, de 2,2 por cento, disse o ONS.

Diante da melhora nas estimativas, o Custo Marginal de Operação (CMO) do sistema no Sudeste/Centro Oeste e Sul para a próxima semana caiu 39 por cento em relação ao registrado na semana atual, para 1.314,92 reais por megawatt-hora.

Esse valor significa que o custo de geração de cada unidade de energia adicional no sistema está abaixo do primeiro patamar de custo do déficit de energia (1.420,34 reais por MWh) a partir do qual o modelo computacional utilizado pelo ONS indica um corte de carga de até 5 por cento.

(Por Anna Flávia Rochas)

 
Vista da represa de Jaguari, parte do reservatório Cantareira, em Bragança Paulista. 28/05/2014 REUTERS/Roosevelt Cassio