13 de Fevereiro de 2015 / às 17:58 / 3 anos atrás

Lojas Renner prevê leve contração de margem Ebitda em 2015 sobre 2014

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Lojas Renner estima leve contração da margem Ebitda em 2015, devido às despesas previstas com projetos que serão concluídos nos próximos dois anos, disse nesta sexta-feira o presidente-executivo da varejista de roupas, José Galló.

A Lojas Renner teve margem Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ajustada em 2014 de 22,7 por cento, alta de 1,3 ponto percentual. No quarto trimestre, foi de 26,6 por cento, frente a 28,6 por cento no quarto trimestre de 2013.

"Em 2015, temos despesas com projetos de 2016 e 2017", disse Galló em teleconferência com analistas. "Pode haver leve contração da margem" em 2015, declarou, completando que a empresa buscará bom nível de vendas este ano para melhorar a margem bruta e minimizar esse efeito.

Segundo Galló, nos próximos dois anos a Lojas Renner entregará projetos relacionados a logística e cadeia de suprimentos. E os investimentos vão subir para 550 milhões de reais este ano, ante 502 milhões de reais no ano passado.

"O desafio da margem Ebitda se dá exatamente em função de todos esses investimentos", disse.

Segundo o executivo, a empresa já passou por situação semelhante dois anos atrás, quando entrou em operação um novo centro de distribuição no Rio de Janeiro.

"É um desafio, mas vamos dar jeito, para anular esse aumento momentâneo das despesas que serão compensados adiante com essas melhorias", completou.

A Lojas Renner teve um aumento de dois dígitos das vendas mesmas lojas (abertas há mais de 12 meses) em janeiro, segundo o diretor administrativo financeiro e de relações com investidores, Laurence Gomes.

A companhia informou na quinta-feira avanço modesto no lucro líquido no quarto trimestre na comparação anual, pressionado por maiores despesas financeiras que foram compensadas por avanço das vendas.

As vendas mesmas lojas (abertas há mais de 12 meses) tiveram avanço de 17,3 por cento ante expansão de 5,5 por cento um ano antes. Galló atribuiu o avanço à competitividade da marca, que ganhou espaço frente a rivais mais fragilizados pelo cenário econômico desfavorável.

Gomes disse que ainda há dúvidas sobre qual será o comportamento do consumidor após o Carnaval. "(O ano de) 2014 se torna uma base de comparação bem difícil", declarou.

Para 2015, a empresa prevê implantar melhoras operacionais para neutralizar o impacto do câmbio na margem bruta e dar "atenção maior" à redução das despesas operacionais, disse Galló, sem dar detalhes.

Por Luciana Bruno

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