Levy diz que Brasil deixa medidas anticíclicas para trás e que confia em recuperação

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015 17:21 BRST
 

Por Herbert Lash

NOVA YORK (Reuters) - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta quarta-feira que o Brasil está deixando as medidas anticíclicas para trás e que a política monetária vai se tornar mais restritiva "mais cedo ou mais tarde".

Em apresentação realizada em Nova York, Levy reafirmou o compromisso com o rigor fiscal e com a meta de superávit primário equivalente a 1,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

"Estamos apenas deixando de lado estas medidas anti-cíclicas, e isso vai nos colocar em situação melhor", disse ele em sua primeira apresentação a investidores nos Estados Unidos.

Levy disse estar confiante na economia brasileira, apesar de compreender os temores dos investidores.

"Não estou fazendo de conta que vocês não deveriam estar preocupados com a situação fiscal", disse. "Estou confiante que nós iremos colocar a casa em ordem e voltaremos ao caminho do crescimento."

O déficit fiscal do Brasil aumentou, se tornando um dos maiores do mundo, aumentando o risco de que o país possa perder sua classificação de grau de investimento por agências de rating.

Uma série de desonerações tributárias e gastos custaram ao governo federal 104 bilhões de reais em receita no ano passado, ou cerca de 2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), disse o ministro.

Levy já aumentou impostos e limitou os gastos públicos para cobrir o déficit orçamentário total, que inclui o custo do serviço da dívida e dobrou no ano passado para 6,7 por cento do PIB, um dos maiores entre as grandes economias, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).   Continuação...

 
27/01/2015. REUTERS/Ueslei Marcelino