Protestos interrompem rodovias no MT e PR e afetam mercado de soja

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 16:11 BRST
 

Por Gustavo Bonato

SÃO PAULO (Reuters) - Um protesto contra custos elevados do setor de transportes entrou nesta sexta-feira em seu terceiro dia, interrompendo por tempo indeterminado o fluxo de cargas em pelo menos 11 pontos de Mato Grosso e do Paraná, começando a ameaçar o fornecimento de soja para indústrias e portos nos próximos dias.

Nesta sexta-feira, os bloqueios começaram pela manhã em quatro pontos da BR-163, responsável por escoar 70 por cento da safra de grãos de Mato Grosso, em Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop, segundo a Rota do Oeste, concessionária da rodovia.

"A fila de veículos nos locais bloqueados chega a quatro quilômetros", disse a empresa.

Também há bloqueios nesta sexta na BR-364, em Campo Novo dos Parecis e Rondonópolis, e na MT-358, em Tangará da Serra.

Protestos interrompem ainda o fluxo de cargas em três pontos da BR-163 no Paraná, em Capitão Leônidas Marques, Pérola do Oeste e Santo Antônio do Sudoeste, e na BR-277, em Medianeira, todos no sudoeste do Estado, segundo a Polícia Rodoviária Federal.

"Está tudo parado. Em três ou quatro dias vai começar a dar problema para as indústrias que tenham estoques mais apertados, com repercussão também nos portos", disse à Reuters um gerente de armazém de uma trading multinacional de grãos em Nova Mutum, que pediu anonimato por não ter autorização para falar com a imprensa.

Segundo ele, caminhões com a soja que está sendo colhida são autorizados a chegar até os silos, mas carretas com destino a indústrias e portos estão sendo bloqueadas.

Os temores de haver atrasos na chegada de cargas nos portos, num momento em que o mercado internacional de soja volta-se para o Brasil, estão travando os negócios no mercado à vista de soja, disse o analista da Informa Economics FNP, Aedson Pereira.   Continuação...

 
28/09/2012. REUTERS/Nacho Doce