ONS reduz previsão de chuvas para reservatórios do Sudeste em fevereiro a 58% da média

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015 12:32 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) reduziu para 58 por cento da média histórica a previsão de chuvas que devem chegar aos reservatórios das hidrelétricas do Sudeste em fevereiro, ante a previsão anterior de que as afluências seriam de 65 por cento.

A previsão atualizada mostra que o cenário não teve mudança significativa em relação à primeira estimativa do ONS para fevereiro, feita no fim de janeiro, quando esperava chuvas a 52 por cento da média para o Sudeste, região que abriga 70 por cento dos reservatórios do país.

Analistas avaliam que as chuvas teriam que ser surpreendentes, muito acima da média, até o fim do período úmido em abril para evitar um racionamento de energia neste ano. No entanto, desde o ano passado, as chuvas têm ficado muito aquém do esperado inicialmente.

O ONS espera agora que o nível das represas do Sudeste do país termine fevereiro em 21,2 por cento, numa elevação em relação ao nível atual de 19,17 por cento, mas ainda muito abaixo do verificado antes do racionamento de 2001, quando estava a mais de 30 por cento.

No Nordeste, deve chover o equivalente a 30 por cento da média histórica em fevereiro e no Norte, 56 por cento. Somente o Sul deverá continuar tendo chuvas mais fortes, com afluências de 129 por cento da média.

Já o consumo de carga em fevereiro deve cair 2,9 por cento na comparação com mesmo período do ano passado, o que dá alívio para os reservatórios depreciados das hidrelétricas, num momento em que praticamente todas as termelétricas estão ligadas para garantir o fornecimento de energia.

O Custo Marginal de Operação (CMO), que representa o custo de geração de cada unidade de energia adicional no sistema elétrico, voltou a subir para a próxima semana, acima do primeiro patamar de custo do déficit no Sudeste e Sul.

O CMO está em 1.606,42 reais por megawatt-hora (MWh), sendo que o primeiro patamar de custo de déficit é de 1.420,34 reais por MWh. Quando o CMO atinge esse primeiro patamar, há indicação do sistema computacional utilizado pelo ONS para que ocorra corte de consumo entre 0 e 5 por cento.

O corte, no entanto, não foi determinado e as previsões divulgadas nesta sexta-feira consideram o pleno atendimento aos requisitos de carga, afirmou o ONS.

(Por Anna Flávia Rochas)

 
28/06/2014. REUTERS/Fabrizio Bensch