Antes de reunir equipe econômica e PMDB, Temer diz que governo precisa conversar mais

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015 20:10 BRT
 

Por Jeferson Ribeiro

BRASÍLIA (Reuters) - O governo precisa conversar mais e dialogar com os aliados para "tocar a mesma música", disse o vice-presidente, Michel Temer, nesta segunda-feira, pouco antes de receber a equipe econômica para um jantar com a cúpula do PMDB, em que serão defendidas as mudanças no acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários.

"É preciso conversar mais para sensibilizar os aliados. Para tocar a mesma música", disse à Reuters o vice-presidente, que realiza o jantar na noite desta segunda-feira no Palácio do Jaburu.

Os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, do Planejamento, Nelson Barbosa, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, vão participar do encontro em que apresentarão à cúpula do PMDB um panorama da economia e farão uma defesa da necessidade das mudanças no acesso a benefícios previdenciários e trabalhistas. O governo avalia que essas medidas podem representar uma economia de até 18 bilhões por ano, num momento de forte ajuste fiscal.

As medidas precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional, por isso o governo pretende sensibilizar o maior aliado a aprová-las sem alterações drásticas.

As mudanças para tornar mais rígido o acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários foram feitas por duas medidas provisórias, editadas no fim do ano passado.

Desde então, ministros fizeram algumas reuniões com as centrais sindicais, que resistem às mudanças, mas o governo ainda não conseguiu mobilizar os partidos aliados para sua aprovação no Congresso.

Essa falta de articulação tem aumentado a resistência, até mesmo entre petistas, às mudanças propostas pela presidente Dilma Rousseff e que são fundamentais para o ajuste fiscal deste ano.

"É a primeira vez que o Levy está se reunindo com um grupo para falar sobre o ajuste fiscal", disse Temer, que também preside o PMDB, em relação ao diálogo com parlamentares sobre as medidas.   Continuação...

 
O vice-presidente da República, Michel Temer, concede entrevista à Reuters, em Brasília, no ano passado. 23/07/2014 REUTERS/Joedson Alves