24 de Fevereiro de 2015 / às 12:47 / 3 anos atrás

Lucro trimestral da Marcopolo recua com menor venda de veículos escolares

SÃO PAULO (Reuters) - A fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo teve queda de 16,7 por cento no lucro líquido do quarto trimestre sobre um ano antes, atingida por fatores como o menor faturamento com veículos escolares, aumento das despesas com vendas e pela piora de seu resultado financeiro.

O lucro líquido da companhia somou 62,8 milhões de reais de outubro a dezembro, não tendo recuado mais, em parte, por conta da redução de despesas gerais e administrativas da companhia.

O aumento das despesas com vendas no trimestre, porém, contribuiu para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recuar 23,1 por cento na comparação anual, a 85,5 milhões de reais.

O Ebitda também foi afetado por um mix mais leve de produtos rodoviários, menor faturamento de veículos escolares para o programa Caminho da Escola e a recomposição de provisão para garantia técnica no serviço de pós-venda, disse a Marcopolo.

Sobre o programa do governo para a aquisição de veículos para o transporte escolar, a companhia disse que, devido a restrições orçamentárias do governo federal, não há até o momento uma definição para compra das unidades remanescentes da fase 6 do programa e nem para um novo pregão em 2015.

No último leilão do programa, realizado em janeiro de 2014, a companhia habilitou-se a produzir e fornecer até 4.100 unidades, com aproximadamente 40 por cento do lote sendo produzido e faturado no ano passado.

A produção consolidada da companhia no quarto trimestre recuou 1,8 por cento na comparação anual, a 4.697 unidades, com a produção brasileira caindo na mesma proporção e a no exterior recuando 2 por cento.

O resultado financeiro da Marcopolo ficou negativo em 4,6 milhões de reais, ante resultado negativo em 2,5 milhões no quarto trimestre de 2013.

PERSPECTIVAS

Para 2015, a companhia previu um ano mais favorável para as exportações, citando negócios importantes em andamento no mercado externo e a desvalorização do real ante o dólar.

Para suas controladas no exterior, a companhia disse esperar melhora de performance “tanto na Austrália, onde o programa de transformação já deve refletir uma melhora da eficiência operacional, como no México, onde há uma expectativa de melhora no mix de venda, com maior volume de rodoviários”.

Já sobre o mercado doméstico, a companhia vê indefinição acerca dos termos e condições do modelo de autorização das linhas interestaduais a serem publicados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) em data indefinida.

A companhia pontuou ainda que o mercado de ônibus no Brasil inicia o ano impactado pelas recentes alterações nas regras para o financiamento através das linhas Finame e Finame PSI do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Por Priscila Jordão

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