Zona do euro apoia plano de reforma da Grécia e 4 meses de prorrogação de resgate

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015 13:17 BRT
 

Por Jan Strupczewski e Matthias Sobolewski

BRUXELAS/BERLIM (Reuters) - A Grécia conseguiu obter quatro meses de prorrogação de seu resgate financeiro nesta terça-feira, com a aprovação por seus parceiros na zona do euro de um plano de reforma que recuou em medidas de inclinação esquerdista, e prometeu que os gastos para aliviar o estresse social não irão desencaminhar seu orçamento.

Os ministros das Finanças selaram a decisão em uma teleconferência de uma hora conduzida pelo líder do chamado Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, depois que o novo governo esquerdista de Atenas lhe enviou uma lista detalhada das reformas que planeja implementar até julho.

“Após a decisão tomada na teleconferência do Eurogrupo, os procedimentos nacionais para a prorrogação do programa grego podem começar”, disse Valdis Dombrovskis, vice-presidente para o euro da Comissão Europeia, pelo Twitter.

Os ministros analisaram o documento de seis páginas enviado pelo ministro das Finanças grego, o marxista Yanis Varoufakis, que diluiu promessas de campanha como deter privatizações, fortalecer os gastos com o bem-estar social e aumentar o salário mínimo, prometendo consultar os parceiros antes de adotar reformas cruciais e não permitir que estas afetem o orçamento.

Tanto a Comissão Europeia quanto o Fundo Monetário Internacional (FMI) consideraram a carta “suficientemente abrangente para funcionar como um ponto de partida válido para a conclusão bem-sucedida da análise”.

Em um comunicado, as 19 nações do Eurogrupo exortaram a Grécia a desenvolver e ampliar a lista de medidas de reforma, baseando-se no “arranjo atual” – um eufemismo para o resgate financeiro que o primeiro-ministro grego, o esquerdista Alexis Tsipras, havia prometido descartar.

Como sinal das negociações duras pela frente, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse que o plano de reforma “não é muito específico” e que garantias muito mais explícitas serão necessárias em reformas essenciais como aposentadorias, taxação e privatizações.

Lagarde disse que o plano de reforma da Grécia é suficiente para continuar com o programa de ajuda ao país, mas faltam detalhes necessários.   Continuação...

 
Bandeiras da União Europeia (à esquerda) e da Grécia no Ministério das Finanças grego, na região central de Atenas.  24/2/2015 REUTERS/Yannis Behrakis