Grécia começa a discutir financiamento agora, diz autoridade do Ministério das Finanças

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015 17:51 BRT
 

ATENAS (Reuters) - A Grécia espera dar início imediato às discussões com seus parceiros, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI), sobre fechar seu rombo de financiamento, disse uma autoridade do Ministério das Finanças nesta terça-feira.

Ministros das Finanças da zona do euro acertaram nesta terça-feira uma extensão de quatro meses do programa de resgate da UE e do FMI à Grécia, mas o financiamento será liberado apenas após os planos econômicos do novo governo, liderado por esquerdistas, serem aprovados detalhadamente.

"As discussões sobre o rombo de financiamento da Grécia vão começar nesta noite, amanhã de manhã", disse a fonte, que falava sob condição de anonimato.

Após pagamento de juros no valor de cerca de 2 bilhões de euros (2,3 bilhões de dólares) a credores privados e oficiais, a Grécia precisa quitar um empréstimo do FMI de cerca de 1,6 bilhão de dólares que vence em março. Depois disso, precisará de 800 milhões de euros para pagamento de juros em abril e cerca de 7,5 bilhões de euros em julho e agosto para bônus vincendos detidos pelo Banco Central Europeu (BCE) e para mais pagamentos de juros.

Opções incluem elevar o limite estabelecido sob o programa de resgate à emissão de títulos do Tesouro de curto prazo e usar 1,9 bilhão de euros em lucros que o BCE teve com os títulos gregos que detém, disse a autoridade.

O estoque de títulos do Tesouro da Grécia não pode superar 15 bilhões de euros, mas o país já disse que quer elevar esse limite como uma medida temporária.

A autoridade disse que a Grécia poderia volar a emitir títulos de médio e longo prazo após três fatores serem cumpridos:

* Reestruturação de sua dívida, que era estimada em 175 por cento do Produto interno Bruto (PIB) anual no fim do ano passado.

* Reduzir a meta de superávit primário, que não inclui o serviço da dívida. Para este ano, o objetivo era de 3 por cento do PIB sob os termos do programa, mas o acordo com o Eurogrupo abre a possibilidade de acertar um número mais baixo.

* A Grécia também precisa de um pacote de empréstimos do Banco de Investimentos Europeu, um banco de desenvolvimento.

(Reportagem de Lefteris Papadimas, Renee Maltezou e Karolina Tagaris)