Governo garante diesel estável por 6 meses em tentativa de encerrar protestos

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015 20:46 BRT
 

Por Roberto Samora e Leonardo Goy

SÃO PAULO/BRASÍLIA (Reuters) - O governo anunciou uma série de propostas nesta quarta-feira numa tentativa de pôr fim aos protestos de caminhoneiros que bloqueiam estradas o país, como a estabilidade dos preços do diesel por seis meses, sanção sem vetos da lei que reduz custos dos setor e carência de 12 meses para o pagamento de financiamentos de caminhões.

Os protestos de caminhoneiros, que entraram em seu oitavo dia nesta quarta-feira, bloqueavam nesta tarde mais de 90 pontos de rodovias federais, em dez Estados, prejudicando o abastecimento de diversas mercadorias, como alimentos e combustíveis, com reflexos nas exportações do país.

Os caminhoneiros reivindicam custos menores com impostos e diesel, além de uma melhora nas taxas de frete.

"A Petrobras nos informou que não haverá reajuste do diesel nos próximos seis meses", disse o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, a jornalistas no Palácio do Planalto, ressaltando que a manifestação da estatal foi feita com base em seus indicadores e que não teve o objetivo de compor o acordo negociado.

Após encontro com lideranças do setor, empresários, parlamentares e governantes, o ministro listou uma série de propostas para encerrar o movimento dos caminhoneiros, incluindo a sanção integral da nova lei do caminhoneiro e a carência de 12 meses para pagamento dos financiamentos de caminhões para novos e antigos contratos.

Ele condicionou a efetivação das medidas ao fim do movimento.

A lei dos caminhoneiros estabelece, por exemplo, entre outras coisas, que veículos de transporte de carga que circularem vazios não pagarão tarifa de pedágio sobre os eixos que se mantiverem suspensos.

"Um dos temas importantes que esta na lei é que os caminhões que trafeguem vazios, com eixos suspensos, estarão isentos do pagamento de pedágios por eixos suspensos", disse Rossetto, acreditando essa medida pode reduzir custos da categoria.   Continuação...

 
Caminhoneiro dorme numa rede durante protesto na BR-381, em Betim. 24/02/2015 REUTERS/Washington Alves