Brasil tem 91 interdições em estradas federais apesar de aceno do governo

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015 12:43 BRT
 

BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) - As estradas federais do Brasil registravam no final da manhã desta quinta-feira 91 bloqueios devido aos protestos de motoristas de caminhões, isso após o governo anunciar na véspera propostas para tentar encerrar o movimento grevista, que entra em seu nono dia.

Os números da manhã da polícia mostram uma piora em relação ao boletim da noite anterior, que apontavam 81 interdições, indicando uma divisão no movimento.

Alguns representantes dos manifestantes disseram ter aceitado as propostas do governo, enquanto outros consideraram as ofertas insuficientes.

Segundo a polícia, o Estado mais afetado pelos protestos era o Rio Grande do Sul, com 38 bloqueios, às 11h, seguido pelo Paraná (19 bloqueios), Santa Catarina (14). Em Mato Grosso, as informações oficiais indicavam nove interdições.

Ao todo, segundo os dados mais atualizados da polícia, nove Estados tinham bloqueios, contra interdições em seis Estados no relatório da noite de quarta-feira.

O movimento dos caminhoneiros, por menores custos com diesel e impostos, prejudica o abastecimento de diversas mercadorias, como alimentos e combustíveis, com reflexos nas exportações e na economia do país.

O governo anunciou uma série de propostas na quarta-feira numa tentativa de pôr fim aos protestos de caminhoneiros que bloqueiam estradas o país, como a estabilidade dos preços do diesel por seis meses, sanção sem vetos da lei que reduz custos do setor e carência de 12 meses para o pagamento de financiamentos de caminhões.

Mas o líder do chamado Comando Nacional dos Transportes disse que as promessas não foram aceitas, posição diferente da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que considera que houve avanços históricos em pontos das reivindicações.

A orientação governamental é que os caminhoneiros acabem com os bloqueios para avançar nas negociações com o governo antes da próxima rodada de conversas, que ocorrerá em 10 de março, para discutir os pontos que não foram atendidos.   Continuação...

 
Fila de caminhões no porto de Santos. 25/02/2015  REUTERS/Paulo Whitaker