Caminhoneiro parado poderá ser multado em até R$10 mil por hora, diz ministro

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015 19:06 BRT
 

Por Leonardo Goy

BRASÍLIA (Reuters) - Os caminhoneiros que continuarem bloqueando rodovias do país poderão ter de pagar multas judiciais de 5 mil a 10 mil reais por hora, disse nesta quinta-feira o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ao anunciar que a Polícia Rodoviária Federal vai autuar quem estiver interrompendo as estradas.

"A decisão do valor da multa não é do governo, é da Justiça. Estamos cumprindo ordens judiciais. Tenho o dever de cumprir a lei e a lei será cumprida", afirmou Cardozo a jornalistas.

Segundo Cardozo, a Polícia Rodoviária Federal vai aplicar multas de trânsito aos caminhões que estiverem bloqueando rodovias e essas multas serão usadas pela Advocacia Geral da União (AGU) para identificar aqueles que estiverem descumpridno as decisões judicias que determinam a liberação das vias.

“A AGU agilizará para que essas multas possam ser registradas dentro dos relatórios que forem encaminhados pela Polícia Rodoviária Federal para que possamos tomar as providências judiciais cabíveis para a cobrança dessas multas”, disse o ministro.

Segundo Cardozo, os bloqueios de caminhoneiros em estradas do país caíram de forma "visível" desde a quarta-feira, quando o governo federal se reuniu com representantes da categoria e empresários sobre a crise.

Na ocasião, o governo apresentou uma proposta para a categoria, que inclui o congelamento do preço do diesel por seis meses e 12 meses de carência para pagamento de financiamentos de compra de caminhões.

Cardozo disse que no horário de pico do movimento houve uma redução numérica no número de bloqueios e ainda uma queda no número de Estados em que os protestos estão ocorrendo.

"Houve um refluxo e uma concentração do movimento. Está localizado e visivelmente menor”, disse, afirmando que os bloqueios estão mais concentrados na região Sul do país.   Continuação...

 
Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, durante entrevista coletiva em Brasília. 26/02/2015 REUTERS/Ueslei Marcelino