Ibovespa reduz queda com elétricas ajudando a mitigar pressão de Vale

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015 17:42 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou praticamente estável nesta quinta-feira, com o avanço das ações do setor elétrico ajudando a compensar o efeito negativo da queda dos papéis da Vale e de empresas do setor de educação.

O Ibovespa encerrou com variação negativa de 0,10 por cento, a 51.760 pontos. Na mínima, chegou a recuar 1,2 por cento. O volume financeiro somou 5,78 bilhões de reais.

O avanço nos papéis de empresas elétricas foi atribuído à redução de posições vendidas com especulações sobre dados melhores de chuvas, o que tiraria pressão da parte de geração, enquanto novas tarifas aliviam as distribuidoras de energia.

O chefe da mesa de renda variável de uma corretora avaliou que as companhias integradas, com geração, transmissão e distribuição, como Cemig e Eletrobras, tendem a mostrar um desempenho superior nesse cenário, em relação às distribuidoras puras. O índice do setor elétrico subiu 2,53 por cento.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) costuma informar entre quinta e sexta-feira a previsão de chuvas que devem chegar aos reservatórios das hidrelétricas do país.

O tom negativo verificado em boa parte do pregão foi guiado pela queda de Vale, após prejuízo líquido de 4,761 bilhões de reais no quatro trimestre de 2014, com preços do minério de ferro despencando no exterior, perdas cambiais em derivativos e baixas contábeis.

"Quando uma companhia reporta os resultados de 2014 fazendo referência à geração de caixa de 2017 em diante, nós temos uma mensagem clara sobre quão desafiadores serão os próximos 24 meses, que já começaram a ser ilustrados no quarto trimestre de 2014", escreveu a clientes o analista Ivano Westin do Credit Suisse.

No fechamento, as preferenciais da mineradora acusaram queda de 3,87 por cento.   Continuação...