Caminhoneiros liberam Via Dutra após breve bloqueio; problema na indústria de carnes se agrava

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015 17:31 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Caminhoneiros liberaram a rodovia Presidente Dutra após um bloqueio parcial da estrada por pouco mais de uma hora na tarde desta sexta-feira, informou a concessionária CCR Nova Dutra, no primeiro protesto na importante ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro desde que começou o movimento grevista, que entrou em seu décimo dia.

O protesto começou às 15h30 na altura do km 228, em São Paulo, no sentido Rio de Janeiro, provocando três quilômetros de lentidão, e por volta das 17h já havia terminado, segundo a concessionária.

Mais cedo, as estradas federais brasileiras tinham 59 interdições devido aos bloqueios de caminhoneiros, um número menor do que o registrado na véspera, quando o governo anunciou que começaria a multar manifestantes.

A Polícia Rodoviária Federal registrava bloqueios em cinco Estados nesta manhã (Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará), ante 88 interdições na noite anterior em seis Estados.

Os caminhoneiros que continuarem bloqueando rodovias do país poderão ter de pagar multas judiciais de 5 mil a 10 mil reais por hora, disse na quinta-feira o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Segundo boletim desta manhã da Polícia Rodoviária Federal, 25 autuações foram realizadas no Paraná e uma no Rio Grande do Sul. Em Mato Grosso do Sul, policiais prenderam uma pessoa --o relatório não detalha as circunstâncias da prisão.

Os bloqueios estão prejudicando o transporte de mercadorias e afetando, principalmente, as indústrias de alimentos.

Os problemas para a indústria de carnes de frango e suínos se agravaram, com 60 unidades industriais de processamento "parando" devido aos protestos dos caminhoneiros, que afetam principalmente o Sul do país, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra.

O abastecimento interno e externo de carnes também está prejudicado, disse Turra.   Continuação...

 
Caminhões no Porto de Santos.  25/2/2015  REUTERS/Paulo Whitaker