PMI oficial da China mostra que indústria contraiu de novo em fevereiro

domingo, 1 de março de 2015 09:43 BRT
 

Por Pete Sweeney

XANGAI (Reuters) - Horas após o banco central da China cortar a taxa de juros para combater a desaceleração do crescimento e o crescente risco de deflação, a pesquisa oficial Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) mostrou neste domingo que a atividade no setor industrial do país contraiu pelo segundo mês seguido em fevereiro.

O PMI oficial subiu para 49,9 em fevereiro contra 49,8 em janeiro, pouco abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração, mas acima da projeção de analistas de leitura de 49,7.

A nova leitura encerra quatro meses de queda nos números, e a Agência Nacional de Estatísticas disse que a alta deve ser vista de forma mais positiva já que acontece apesar do feriado de uma semana pelo Ano Novo Lunar, durante o qual o PMI normalmente contrai. Este ano, o feriado caiu em fevereiro.

"No contexto de estabilização das políticas macroeconômicas, incluindo recentes cortes de juros e elevados gastos em infraestrutura, a demanda do mercado subiu e a confiança empresarial se fortaleceu", disse a agência, acrescentando que a estabilização dos preços do petróleo e de matérias-primas também são fatores importantes.

O PMI de serviços mostrou que o crescimento nesse setor se recuperou para 53,9 ante 53,7 em janeiro, o que a agência atribuiu em parte aos fortes gastos durante o feriado.

Respondendo por 48 por cento da economia de 10,2 trilhões de dólares da China no ano passado, o setor de serviços enfrentou a desaceleração do crescimento melhor do que as indústrias, em parte porque depende menos da demanda externa.

No sábado, o banco central da China cortou a taxa de juros, segunda medida de afrouxamento em quatro semanas, conforme os reguladores mostram sinais de crescente preocupação de que a série de dados fracos desde o quarto trimestre esteja afetando o investimento e o consumo.

Para mais informações, veja a matéria em inglês:

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7729)) REUTERS CMO