Vale guia queda de 1% do Ibovespa no primeiro pregão de março

segunda-feira, 2 de março de 2015 17:30 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista começou março no vermelho, após acumular alta de quase 10 por cento em fevereiro. A queda das ações da Vale e de bancos privados guiou o recuo do Ibovespa nesta segunda-feira, em meio a movimentos de realização de lucros.

O Ibovespa terminou em baixa de 1,09 por cento, a 51.020 pontos. O volume financeiro voltou a ficar abaixo da média do ano de cerca de 7 bilhões de reais, totalizando 5,2 bilhões.

No caso de Vale, ajudou na queda decisão do Credit Suisse de cortar o preço-alvo dos ADRs (recibo de ações negociado nos Estados Unidos) da mineradora de 7,50 para 7 dólares. As preferenciais fecharam em baixa de 3,13 por cento.

O analista do Credit Suisse Ivano Westin vê positivamente os esforços da Vale em reduzir custos e investimentos, além de entregar o crescimento de minério de ferro, mas pondera que a previsão de preços de commodities em baixa por um longo período acaba pesando mais.

As ações de Itaú Unibanco e Bradesco recuaram 0,44 e 1,36 por cento, respectivamente, pesando no índice em razão da forte participação, apesar da avaliação positiva nas carteiras recomendadas de março para o setor financeiro.

Petrobras também pesou, com as ações preferenciais caindo 1,78 por cento, em sessão de queda expressiva do preço do petróleo Brent e corte de estimativas para a estatal pelo Goldman Sachs, embora tenha mantido avaliação "neutra" para a empresa.

O setor elétrico também figurou entre as pressões negativas, com Eletrobras à frente, terminando em baixa de 7,07 por cento, enquanto o mercado segue atento ao noticiário sobre chuvas e ajustes nas tarifas.

Investidores também seguiram analisando efeitos setoriais de medidas fiscais do governo na sexta-feira, como ajustes nas alíquotas de desoneração da folha de pagamentos do programa de incentivo às exportações Reintegra.   Continuação...