Venda de material de contrução cai 11,5% em janeiro, emprego recua 12,6%

terça-feira, 3 de março de 2015 13:57 BRT
 

Por Juliana Schincariol

RIO DE JANEIRO (Reuters) - As vendas de materiais de construção no Brasil caíram 11,5 por cento em janeiro na comparação anual, em seu décimo primeiro resultado negativo consecutivo, informou a Abramat, associação que representa o setor, nesta terça-feira. O nível de emprego do setor, enquanto isso, recuou 12,6 por cento, na mesma comparação.

"O resultado das vendas de materiais de construção neste primeiro mês de 2015 está ainda muito abaixo da previsão para o ano, que aponta para um crescimento de 1 por cento em relação a 2014", disse a entidade em nota. Em relação a dezembro, as vendas recuaram 2,9 por cento.

Para os próximos meses as expectativas apontam modesta recuperação dos resultados, associada principalmente às vendas no varejo, disse a entidade. A partir dos resultados do primeiro trimestre, a Abramat irá rever a previsão para 2015, acrescentou.

As vendas de materais básicos caíram 14,2 por cento em janeiro na comparação anual, mas subiram 0,3 por cento mês a mês. Na indústria de acabamento, o faturamento caiu 7,7 por cento ano a ano, e recuou 8,8 por cento sobre dezembro.

O nível de emprego na indústria de materiais de construção, caiu 12,6 por cento em relação a janeiro do ano passado. Na comparação mês a mês, o recuo foi 6,7 por cento.

O Brasil fechou mais de 80 mil vagas formais de trabalho em janeiro, no pior resultado para o mês desde 2009, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho na sexta-feira.

O nível de emprego na indústria de materiais básicos diminuiu 16,6 por cento na comparação com janeiro do ano passado. Na comparação com dezembro de 2014, caiu 10,1 por cento. Já na indústria de materiais de acabamento, o nível de emprego em janeiro teve queda de 1,3 por cento em relação a dezembro e recuou 5,9 por cento na comparação anual.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

 
Prédios residenciais sendo construídos, em Fortaleza. 14/07/2014 REUTERS/Nacho Doce