Risco de saída da Grécia da zona do euro persiste, apesar de acordo, diz pesquisa com investidores

terça-feira, 3 de março de 2015 13:52 BRT
 

Por John Geddie

LONDRES (Reuters) - O risco de a Grécia deixar a zona do euro nos próximos 12 meses é o mais elevado desde o final de 2012, apesar de a tábua de salvação financeira de Atenas ter sido prorrogada, revelou nesta terça-feira uma pesquisa com investidores sediados principalmente na Alemanha.

O levantamento feito com 980 pessoas físicas e investidores institucionais registrados com a empresa de consultoria SenTix constatou que 37,1 por cento dos entrevistados preveem que a Grécia deixará o bloco monetário, um aumento em relação aos 22,5 por cento de janeiro.

Essas expectativas têm aumentado de forma constante desde o seu menor nível, de 5,7 por cento, atingido em julho, mas permanecem abaixo dos 70,7 por cento no auge da crise da dívida da zona do euro em julho de 2012.

Uma pesquisa da Reuters com economistas em meados de fevereiro apontou para 1 em 4 o risco de a Grécia sair da zona de moeda comum em 2015.

"O novo programa de ajuda para o país não parece ser convincente, por isso, uma “Grexit" (saída da Grécia) agora tende a ser obrigatoriamente um tema constante entre os investidores nos meses que estão por vir", disse Sebastian Wanke, analista sênior da SenTix.

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 28 de fevereiro.

A Grécia garantiu em 24 de fevereiro uma extensão de quatro meses para o seu programa resgate, depois de tensas negociações com seus parceiros da zona do euro, mas ainda enfrenta agudos problemas de financiamento e poderia ficar sem dinheiro até o final de março.

O ministro da Economia da Espanha disse nesta segunda-feira que os países da zona euro estavam discutindo um terceiro resgate para a Grécia, no valor de 30 bilhões a 50 bilhões de euros, mas altos funcionários da UE negaram que tais conversações estejam ocorrendo.   Continuação...

 
Bandeiras desgastadas da Grécia e da UE em Atenas. 24/02/2015 REUTERS/Yannis Behrakis