Desinvestimento da Petrobras vai focar em vendas de fatias de ativos, diz fonte

terça-feira, 3 de março de 2015 15:53 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O desinvestimento de quase 14 bilhões de dólares previsto pela Petrobras para os anos de 2015 e 2016 pode envolver a venda de parcelas de ativos térmicos e de distribuição de gás no Brasil, além de participação em campos petrolíferos e ativos no exterior, disse nesta terça-feira uma fonte próxima ao programa anunciado pela estatal na véspera.

A fonte, que pediu para não ser identificada, garantiu que a intenção da empresa é manter controle em parte dos ativos que serão negociados e ressaltou que a companhia "não vai se desfazer de seus bens a qualquer preço", apesar do momento de queda no mercado internacional de petróleo.

Segundo a fonte, todas as áreas da empresa apresentaram à cúpula da estatal uma lista de "possibilidades" de ativos com potencial de negociação, mas nem o modelo nem a lista dos bens a serem negociados estão completamente fechados e definidos.

"As coisas estão sendo clarificadas e a intenção é fechar isso o quanto antes... As possibilidades estão definidas, mas os modelos definitivos estão sendo construídos", afirmou a fonte à Reuters.

A Petrobras aprovou plano para desinvestir 13,7 bilhões de dólares entre 2015 e 2016, uma mudança significativa em relação ao plano de negócios para 2014-2018, que previa desinvestimentos de até 11 bilhões de dólares ao longo de cinco anos, envolvida em um escândalo de corrupção que limita sua capacidade de captar recursos no exterior.

A Petrobras disse anteriormente que trabalha para não precisar captar recursos no mercado em 2015 e recorrer o mínimo possível a contratações de dívidas nos dois anos seguintes.

A empresa informou na segunda-feira que os desinvestimentos estarão divididos entre exploração e produção no Brasil e no exterior (30 por cento), abastecimento (30 por cento) e gás e energia (40 por cento).

"O que tem de potencial já foi identificado. Não depende só de querer, mas o que é atrativo ao mercado", acrescentou a fonte.   Continuação...

 
Petrobras, sede no Rio de Janeiro. 16/12/2014  REUTERS/Sergio Moraes