China sinaliza "novo normal" com gastos maiores e meta de crescimento menor

quinta-feira, 5 de março de 2015 08:04 BRT
 

Por Koh Gui Qing e Kevin Yao

PEQUIM (Reuters) - A China planeja administrar em 2015 seu maior déficit orçamentário desde a crise financeira global, aumentando os gastos enquanto o premiê Li Keqiang sinalizou que a taxa mais baixa de crescimento em um quarto de século é o "novo normal" para a segunda maior economia do mundo.

Falando na abertura da reunião anual do Parlamento nesta quinta-feira, Li anunciou meta de crescimento de cerca de 7 por cento para este ano, abaixo dos 7,5 por cento que não foram cumpridos por pouco em 2014.

"A pressão para baixo na economia da China está se intensificando", disse Li a cerca de 3 mil delegados reunidos no Grande Salão do Povo, a oeste da Praça da Paz Celestial em Pequim.

"Problemas enraizados no desenvolvimento econômico do país estão se tornando mais óbvios. As dificuldades que estamos enfrentando neste ano podem ser maiores do que no ano passado. O novo ano é crucial para aprofundar reformas gerais."

Detalhando as prioridades de política do governo para 2015, Li disse que não haverá alívio no combate contra a corrupção e prometeu lutar contra a poluição, que ele chamou de "influência ruim na qualidade de vida das pessoas e um problema que pesa em seus corações".

Destacando a necessidade de colocar a economia em uma base mais sustentável após três décadas de crescimento impressionante, Li afirmou que as prioridades incluem avançar com reformas dos empreendimentos estatais gigantes que ainda protegem a economia e liberalizar o sistema bancário e os mercados financeiros.

"Para neutralizar os problemas e riscos, evitar cair na 'armadilha da renda média' e alcançar a modernização, a China tem que contar com o desenvolvimento, e o desenvolvimento exige uma taxa de crescimento apropriada", disse Li. "Ao mesmo tempo, o desenvolvimento econômico da China entrou em um 'novo normal'."

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