Irã poderá vender mais petróleo se sanções ocidentais forem removidas, diz agência Mehr

sexta-feira, 6 de março de 2015 08:56 BRT
 

ANCARA (Reuters) - O Irã disse que o preço do barril de petróleo não deve subir acima de 60 dólares até 2016 e que o país poderia aumentar a exportação da commodity se forem removidas as sanções ocidentais impostas devido ao programa nuclear iraniano, disse a agência de notícias semi-oficial Mehr nesta sexta-feira.

"Não estamos esperando que o preço do petróleo suba para mais de 60 dólares até 2016. O que vai acontecer depois não é certo", disse Mohsen Ghamsari, chefe de assuntos internacionais da Companhia Iraniana de Petróleo, segundo a Mehr.

"Quando as sanções forem retiradas, é nosso dever natural e legal poder aumentar as vendas de petróleo para aumentar nossa fatia de mercado", completou.

As sanções dos Estados Unidos e União Europeia entraram em vigor em 2012 para proibir a importação, compra e transporte de produtos iranianos derivados do petróleo.

Potências mundiais estão em conversas com o Irã para tentar persuadir Teerã a conter seu programa nuclear, em troca de alívio nas sanções que enfraqueceram a economia exportadora de petróleo.

"Sanções não foram impostas na venda do petróleo iraniano, mas na compra do petróleo do Irã, e nós estamos vendendo petróleo para um número limitado de países", disse Ghamsari. Cinco países ainda compram petróleo iraniano: China, Índia, Japão, Coreia do Sul e Turquia, mas estão comprando cerca de 1 a 1,2 milhão de barris por dia, cerca de metade do que o país enviava antes das sanções, quando mais de uma dúzia de países eram compradores.

O preço petróleo Brent aumentou para cerca de 61 dólares o barril nesta sexta-feira, por conta da tensão na Líbia e Iraque, enquanto negociadores mantêm atenção nas conversas nucleares com o Irã que podem eventualmente trazer mais suprimento para o mercado mundial.

O Brent subiu 60 centavos de dólar o barril, vendido a 61,08 dólares. O petróleo nos EUA subiu 30 centavos de dólar, a 51,06 dólares o barril.

(Reportagem de Parisa Hafezi)

 
Plataforma de petróleo no Irã, em foto de arquivo.  25/07/2005 REUTERS/Raheb Homavandi