Economistas pioaram projeção para inflação e PIB deste ano; mantêm a da Selic em 13%

segunda-feira, 9 de março de 2015 12:31 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Economistas de instituições financeiras deixaram inalterada sua perspectiva para a Selic ao final deste ano, após o Banco Central manter o ritmo de aperto monetário e deixar em aberto os próximos passos, em meio à contínua piora do cenário de inflação e econômico.

Segundo a pesquisa Focus do BC publicada nesta segunda-feira, o mercado continua vendo a taxa básica de juros a 13 por cento ao final de 2015, após mais uma alta de 0,25 ponto percentual na reunião de abril.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a Selic em 0,50 ponto percentual, para 12,75 por cento ao ano, em decisão unânime, mas não deu indicações sobre os próximos passos em um curto comunicado. Assim, as atenções se voltam agora para a divulgação da ata dessa reunião, na quinta-feira.

Para 2016, a mediana das projeções ainda indica que a Selic encerrará a 11,50 por cento.

O Top-5 de médio prazo, com os economistas que mais acertam as projeções, também continua vendo a Selic a 13 por cento em 2015 e a 11,50 por cento ao final do próximo ano.

As expectativas de aperto monetário se dão diante de preocupações inflacionárias, e apesar das projeções de recessão.

A estimativa no Focus para a alta do IPCA em 2015 subiu a 7,77 por cento, contra 7,47 por cento na semana anterior, na 10ª semana seguida de piora das projeções. Para os preços administrados, a projeção passou a 11,18 por cento, alta de 0,18 ponto percentual.

Para o final de 2016, a expectativa para o avanço do IPCA foi a 5,51 por cento, contra 5,50 por cento na pesquisa anterior, com alta de 5,50 por cento dos administrados, projeção inalterada.

Já para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 o Focus aponta projeção de contração de 0,66 por cento, contra queda de 0,58 por cento antes, também 10ª vez seguida em que os economistas consultados pioram sua estimativa.   Continuação...

 
Homem em frente sede do Banco Central, em Brasília. 15/01/2014   REUTERS/Ueslei Marcelino