Dólar sobe mais de 2% e encosta em R$3,13, em dia de mau humor generalizado

segunda-feira, 9 de março de 2015 17:39 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou com alta de mais de 2 por cento nesta segunda-feira, avançando pela sexta sessão seguida, diante de preocupações com a oposição à presidente Dilma Rousseff e o escândalo em torno da Petrobras, que podem gerar ainda mais obstáculos para o ajuste fiscal promovido pela equipe econômica.

A moeda norte-americana subiu 2,39 por cento, a 3,1297 reais na venda, após marcar na sessão anterior a maior alta semanal desde a crise financeira de 2008. O nível de fechamento desta sessão foi o maior desde 22 de junho de 2004, quando a divisa ficou em 3,133 reais.

Na máxima do dia, atingiu 3,1331 reais, maior cotação intradia desde junho de 2004. Nos últimos seis pregões, o dólar acumulou alta de 7,02 por cento.

Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 877 milhões de dólares nesta sessão.

"Não tem nenhum vendedor (de dólares) no mercado. Quem vir motivos pontuais para explicar essa alta está chutando, a verdade é que há um pânico generalizado", disse o operador de um importante banco nacional.

No domingo, durante a transmissão pela TV de discurso em que defendeu que o ajuste econômico atualmente em curso no Brasil vai durar o tempo que for necessário, Dilma foi vaiada em diversas cidades, enquanto pedia união e paciência.

As manifestações "deixam evidente o forte nível de desaprovação pelo qual a atual gestão vem passando", escreveu em nota a clientes o operador da corretora Correparti Ricardo Gomes da Silva Filho.

Ele lembrou ainda a divulgação da lista de investigação de dezenas de parlamentares devido ao caso de corrupção da Petrobras, "potencializando ainda mais a falta de credibilidade de nossas lideranças".

À tarde, a agência de classificação de risco Moody's disse que a investigação de corrupção na Petrobras vai afetar de forma negativa partes dos setores público e privado brasileiro.   Continuação...

 
14/11/2014 REUTERS/Gary Cameron