Em dia volátil, dólar volta a subir 1% ante real

quarta-feira, 11 de março de 2015 15:51 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - Em um dia de volatilidade, o dólar voltava a subir mais de 1 por cento ante o real na tarde desta quarta-feira, ainda refletindo as preocupações políticas e econômicas no quadro interno.

Às 15h48, a moeda norte-americana subia 1,09 por cento, a 3,1378 reais na venda, ainda abaixo da máxima de 3,1410 reais atingida pela manhã. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro estava em torno de 1 bilhão de dólares.

A divisa chegou a cair 0,67 por cento no início da tarde, atingindo 3,0833 reais na mínima da sessão, em reação a operações de realização de lucro e a rumores de que o Banco Central poderia estender seu programa de intervenção no câmbio além de março.

Na noite passada, o governo acertou com líderes do Congresso Nacional a correção escalonada do Imposto de Renda da Pessoa Física proposta por seus aliados no Congresso Nacional, abrindo mão de mais de 6 bilhões de reais em receitas.

"O fato concreto é que a questão fiscal continua no centro das atenções e resta conhecer o impacto que as concessões trarão sobre a meta de superávit primário", escreveu o operador da corretora Correparti Ricardo Gomes da Silva em nota a clientes.

Embora a decisão aponte na direção de desanuviar as tensões entre os dois Poderes, deu força às preocupações nos mercados financeiros com a possibilidade de o governo ter de fazer mais concessões à base aliada que diminuam o impacto do ajuste fiscal.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quarta-feira que o governo da presidente Dilma Rousseff aparenta estar envelhecido e que a relação com a base não foi solucionada.

Investidores também adotavam uma postura mais defensiva diante do desenrolar da investigação sobre o escândalo bilionário de corrupção na Petrobras.

Nesta manhã, a Controladoria-Geral da União determinou a abertura de processos contra mais de dez empresas, que poderiam impedi-las de celebrar novos contratos, golpeando a já enfraquecida economia brasileira.   Continuação...