Ação da Marcopolo dispara com expectativa de termos de linhas interestaduais

quinta-feira, 12 de março de 2015 12:03 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A ação da fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo disparava mais de 8 por cento na bolsa paulista nesta quinta-feira, com investidores na expectativa de abertura de audiência pública para a regulamentação do modelo de autorização das linhas interestaduais de transporte rodoviário.

Às 11h55, as ações da Marcopolo subiam 8,21 por cento, mas chegaram a saltar 13 por cento na máxima até aqui. O principal índice da Bovespa, por sua vez, avançava 1,2 por cento.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) comunicou no Diário Oficial da União que publicará em seu site a partir das 14 horas desta quinta-feira informações sobre o processo das audiências públicas sobre a regulamentação das linhas. As audiências ocorrerão em 24 de março em São Paulo e em 9 de abril em Brasília.

"O processo deve durar 30 dias e é bastante aguardado pelo mercado", escreveram os analistas Bruno Savaris e Felipe Vinagre, do Credit Suisse, em nota a clientes.

Na divulgação do resultado do último trimestre de 2014, a Marcopolo disse que a indefinição sobre os termos e condições do modelo de autorização das linhas interestaduais tem impactado o mercado de ônibus no início de 2015.

A empresa espera que, com a publicação das regras pela ANTT, as empresas retomem a renovação de suas frotas de ônibus. O movimento vem sendo postergado há mais de um ano e meio em função de incertezas sobre a nova regulamentação, segundo a Marcopolo.

"Uma vez resolvido, isso iniciaria um ciclo de renovação de frota, item importante para a unidade de Caxias do Sul, que tem 80 por cento de penetração do mercado da ANTT que costumeiramente demanda 1.500 unidades por ano", disse no final de fevereiro o presidente-executivo da empresa, José Rubens de la Rosa.

Os analistas do Credit Suisse estimaram que, com um marco regulatório claro, a demanda por ônibus interestaduais deve melhorar ao longo do segundo semestre de 2015.

(Por Paula Arend Laier, com reportagem adicional de Priscila Jordão)