Piora de ações da Petrobras veta nova alta do índice; Marcopolo dispara 12%

quinta-feira, 12 de março de 2015 17:32 BRT
 

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa paulista não sustentou o viés positivo da primeira etapa do dia e fechou em leve queda nesta quinta-feira, em meio à piora das ações da Petrobras, descolando-se do viés ascendente dos negócios em Wall Street.

Profissionais do segmento de renda variável ouvidos pela Reuters citavam uma série de rumores minando a trégua na bolsa paulista, onde os negócios seguem vulneráveis às perspectivas desanimadoras para a economia brasileira.

O Ibovespa encerrou com variação negativa de 0,05 por cento, a 48.880 pontos, após ter avançado 1,5 por cento no melhor momento da sessão. O volume financeiro do pregão somou 6,6 bilhões de reais.

"O pano de fundo ainda é ruim para a bolsa. E qualquer coisa, qualquer dado ou informação ou rumor mais negativo gera uma piora", disse o gestor Joaquim Kokudai, sócio na sócio na JPP Capital Gestão de Recursos.

Uma das razões apontadas pelo gestor e outros profissionais para a deterioração na bolsa pelo efeito em Petrobras foi a notícia da agência Bloomberg, citando fonte do governo federal, de que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não iria autorizar emissão pela estatal de títulos lastreados no crédito de cerca de 9 bilhões que a companhia tem junto à União e à Eletrobras.

No final de fevereiro, duas fontes do governo haviam dito à Reuters que o governo federal descartava capitalizar a Petrobras neste momento.

As preferenciais da Petrobras caíram 3,3 por cento e as ordinárias recuaram 2,24 por cento, após subirem mais de 3 por cento na primeira etapa do dia.

JBS também pressionou, com queda de 1,61 por cento, diante de realização de lucros, passada a divulgação do resultado no último trimestre de 2015. Os dados foram considerados fortes por analistas, mas o papel acumula ganho ao redor de 15 por cento no ano.   Continuação...