SBM dá passo para fechar acordo de leniência com GGU sobre Petrobras

terça-feira, 17 de março de 2015 21:01 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A companhia holandesa de plataformas SBM Offshore firmou nesta terça-feira com a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Advocacia-Geral da União (AGU) memorando de entendimentos que pode levar a um acordo de leniência relativo ao pagamento de propina para funcionários da Petrobras.

Um eventual acordo de leniência, caso a SBM atenda a todos os requisitos da CGU, poderia reduzir penalidades impostas à empresa, uma das maiores afretadoras de plataformas do mundo, e evitar que a companhia seja considerada inidônea, permitindo assim que possa fechar novos contratos com a Petrobras.

A estatal brasileira, embora tenha vários negócios com a empresa holandesa, afirmou em maio do ano passado que não faria novos contratos enquanto durassem as investigações.

O memorando assinado entre CGU e AGU com a SBM pode ser o primeiro de uma série de outros possíveis, que podem incluir companhias investigadas na operação Lava Jato, que apura fraudes em contratos de obras da Petrobras, envolvendo ex-diretores da estatal, empreiteiras e políticos, que receberiam valores de sobrepreços das licitações.

Integrantes do governo acreditam que acordos de leniência possam evitar a paralisia da economia e a preservação de empregos, uma vez que os negócios do setor público com as companhias envolvidas poderiam ser retomados.

Procuradores da Lava Jato, no entanto, são contra a celebração de tais acordos, acreditando que podem prejudicar as investigações.

Um acordo de leniência com a SBM, caso seja celebrado, seria o primeiro realizado pela CGU (órgão de defesa do patrimônio público e combate à corrupção do governo federal,) com uma companhia envolvida em caso de corrupção com a Petrobras.

A SBM foi a primeira a firmar o memorando, segundo a CGU, porque seu processo no órgão estava mais adiantado --foi iniciado em novembro do ano passado.

Após abrir processo punitivo contra a SBM, o órgão do governo federal abriu, em dezembro de 2014, outros casos de responsabilização contra oito empresas envolvidas na Operação Lava Jato.   Continuação...