18 de Março de 2015 / às 16:13 / em 2 anos

Suíça anuncia repatriação de US$120 mi ligados à corrupção na Petrobras

Logotipo da Petrobras refletido na janela da sede da companhia em São Paulo. 06/02/2015Paulo Whitaker

ZURIQUE (Reuters) - A Procuradoria-Geral da Suíça informou nesta quarta-feira que cerca de 120 milhões de dólares em ativos congelados por conta das investigações de corrupção na Petrobras estão sendo repatriados ao Brasil.

"A liberação de mais de 120 milhões de dólares reflete a clara intenção da Suíça de tomar uma posição contra o mau uso de seu centro financeiro para propósitos criminosos, e visa a devolução dos recursos de origem criminosa aos legítimos donos", disse a procuradoria-geral em comunicado nesta quarta-feira.

O valor liberado é apenas uma parte do total de cerca de 400 milhões de ativos congelados em contas na Suíça em função das investigações envolvendo o escândalo da Petrobras.

A procuradoria suíça informou que desde abril do ano passado iniciou nove investigações sobre o caso Petrobras, com o objetivo de apurar cerca de 60 relatórios sobre transações suspeitas apontadas pela operação Lava Jato, que apura um esquema de pagamento de propina com recursos de licitações fraudadas na estatal, com envolvimento de políticos, empreiteiras e ex-diretores da petroleira.

As investigações envolvem oito cidadãos brasileiros, além de pessoas ainda não identificadas.

De acordo com a nota da procuradoria, as apurações descobriram, até o momento, mais de 300 contas em mais de 30 bancos na Suíça, que aparentemente foram usadas em processo de pagamento de propina no esquema.

O comunicado foi divulgado após dois dias de trabalhos entre o procurador-geral da República do Brasil, Rodrigo Janot, com o seu colega suíço, Michael Lauber, em Brasília.

Acusações de corrupção na Petrobras têm abalado o Brasil, com partidos de oposição pedindo ao Supremo Tribunal Federal (STF) investigação do envolvimento da presidente Dilma Rousseff no caso.

Dilma tem negado ter conhecimento sobre a corrupção na Petrobras enquanto era presidente do Conselho de Administração, em período em que muitos dos supostos desvios aconteceram. Ela tem defendido uma investigação completa.

Por Katharina Bart, com reportagem adicional de Roberto Samora, em São Paulo

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