Fusão de Holcim e Lafarge volta aos trilhos com revisão de termos

sexta-feira, 20 de março de 2015 09:26 BRT
 

FRANKFURT/PARIS (Reuters) - A Holcim e a Lafarge acertaram novos termos financeiros e de liderança para salvar seus planos de criar a maior companhia de cimento do mundo, após a fusão chegar à beira do colapso.

As empresas acertaram uma nova relação de troca de ações de 9 papéis da Holcim para cada 10 da Lafarge e estabeleceram que o presidente-executivo da Lafarge, Bruno Lafont, se tornará co-presidente do Conselho de Administração, em vez de presidente-executivo do grupo combinado, como originalmente planejado.

O papel de Lafont era um ponto de discórdia importante para a suíça Holcim, que ameaçou abandonar o acordo no domingo se os termos não fossem renegociados.

Os suíços questionaram sua capacidade de entregar economias de custos prometidas de 1,4 bilhão de euros (1,5 bilhão de euros) pela fusão, além de não gostarem de seu estilo impetuoso de gestão, afirmaram fontes mais cedo.

"Minha atitude desde domingo tem sido de mostrar que não se deve evitar que essa fusão vá adiante e, pelo contrário, deve-se fazer tudo para torná-la possível", disse Lafont em teleconferência com jornalistas.

(Por Maria Sheahan, Leigh Thomas e Katharina Bart)

 
Bolsas de cimento na fábrica da Holcim, na Suíça.  07/04/2014  REUTERS/Arnd Wiegmann