IPCA-15 desacelera em março a 1,24% mas em 12 meses tem maior alta em 10 anos

sexta-feira, 20 de março de 2015 14:53 BRT
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - A prévia da inflação oficial brasileira desacelerou a 1,24 por cento em março, mas em 12 meses chegou ao nível mais alto em quase 10 anos, no momento em que o governo da presidente Dilma Rousseff vem sendo alvo de fortes protestos e rejeição.

Com o resultado, após alta mensal de 1,33 por cento em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acumulou alta de 7,90 por cento em 12 meses, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

Trata-se do nível mais alto desde maio de 2005 (8,19 por cento), após o indicador ter atingido 7,36 por cento em 12 meses em fevereiro, permanecendo bem acima do teto da meta do governo-- de 4,5 por cento com margem de 2 pontos percentuais.

Os resultados ficaram praticamente em linha com a expectativa do mercado. Mediana das projeções em pesquisa da Reuters apontava alta de 1,21 por cento na comparação mensal e de 7,88 por cento em 12 meses.

Segundo o IBGE, os aumentos de energia elétrica, combustíveis e alimentos foram os principais responsáveis pelo resultado mensal de março, uma vez que juntos esses itens responderam por 77,42 por cento do índice.

O maior impacto individual em março foi exercido por energia elétrica: com alta de 10,91 por cento, exerceu peso de 0,35 ponto percentual no IPCA-15.

Isso levou o grupo Habitação a registrar a maior variação em março ao acelerar a alta a 2,78 por cento em março, ante 2,17 por cento no mês anterior.

Depois de o governo adotar o uso da bandeira tarifária, repassando ao consumidor os custos mais altos de geração por conta da falta de chuvas, em março entraram em vigor revisões tarifárias extraordinárias.   Continuação...