Cyrela vê manutenção nos fundamentos de geração de caixa em 2015

sexta-feira, 20 de março de 2015 16:21 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A construtora e incorporadora Cyrela Brazil Realty vê manutenção nos fundamentos de geração de caixa em 2015, após esta linda de seu resultado atingir 362 milhões de reais no quarto trimestre, em um desempenho considerado positivo por analistas.

"A filosofia é trabalhar com capital investido enxuto. Então existe tendência de fazer algo com o dinheiro e não deixá-lo parado... (Pagar dividendos) sem dúvida está no radar", disse o diretor financeiro da empresa, Eric Alencar, em teleconferência com analistas.

Alencar acrescentou que a tendência é que as despesas gerais e administrativas da empresa se estabilizem em 2015, assim como as provisões.

O lucro líquido da Cyrela caiu 17,8 por cento no quarto trimestre na comparação anual, pressionado por provisões jurídicas de multas por atraso em obras de safras problemáticas em fase de entrega, além de distrato de terreno.

"Em 2015, o nível de entregas é muito parecido com o de safras problemáticas em 2014. Podemos esperar provisão ou no mesmo nível ou inferior ao ano passado olhando no detalhe produto a produto", afirmou Alencar.

Segundo o executivo, a Cyrela está com mais lançamentos programados para o segundo semestre. "O primeiro semestre vai ser com pouco menos de lançamentos, até porque no último trimestre a gente lançou muito", disse Alencar mais tarde a jornalistas, sem dar mais detalhes.

Para os cancelamentos de vendas, o executivo afirmou que eles não devem diminuir em 2015 em relação ao ano passado, porque o nível de entregas esperado é "muito alto". Ele ressaltou que não vê motivo para o número aumentar ou diminuir significativamente.

Alencar disse que as vendas de estoques em janeiro e fevereiro ficaram em linha com o ano passado, mas são meses que não indicam uma tendência para o ano, por serem muito voláteis.

Às 16h20, as ações da companhia subiam 4,71 por cento, a 13,11 reais, ante alta de 2,49 por cento do Ibovespa.

(Por Priscila Jordão e Juliana Schincariol)