24 de Março de 2015 / às 17:19 / 3 anos atrás

MPF recomenda que Transpetro avalie poluição causada por vazamento em Angra

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Ministério Público Federal (MPF) recomendou nesta terça-feira que a Transpetro, subsidiária da Petrobras, realize com urgência o monitoramento aéreo e marítimo da baía de Sepetiba, para avaliar com precisão vazamento de óleo ocorrido na semana passada, em Angra dos Reis (RJ).

Devido ao vazamento, que aconteceu em 16 de março no terminal Baía da Ilha Grande, a Transpetro recebeu uma multa de 50 milhões de reais do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), disse o órgão nesta terça-feira.

Em nota, o Inea declarou na semana passada acreditar que a companhia omitiu informações sobre o derramamento.

Segundo o órgão ambiental, assim que o caso foi comunicado, o Inea sobrevoou a área indicada e estimou que a quantidade de óleo derramada em 560 litros, classificada como “pouco significativa”.

No entanto, dois dias depois, em novo sobrevoo, o Inea verificou que a extensão da mancha era “muito maior”.

A decisão do MPF, expedida pelos procuradores da República Sérgio Suiama e Monique Cheker, também exige que a Transpetro implemente barreira de contenção e outras medidas aliviadoras.

Na recomendação, o MPF pede atenção especial a uma área de habitat do boto-cinza, animal em extinção. “No último dia 19, o MPF também constatou largas manchas de óleo nos costões das ilhas de Guaíba, Jaguanum e Marambaia, e ainda no canal da baía, habitat da espécie”, afirmou o MPF.

Procurada nesta terça-feira, a Transpetro disse que as recomendações do MPF já haviam sido atendidas.

“Imediatamente após a constatação do vazamento foram adotados diversos procedimentos de combate e monitoramento na região, conforme será informado oficialmente ao MPF, no devido prazo legal”, disse a companhia em nota.

A Transpetro explicou que houve um transbordamento de um dos tanques de lastro do navio Gothemburg, onde havia óleo misturado com água. Assim que detectado o derramamento, a empresa disse que informou autoridades ambientais e marítimas, além de interromper as operações e estancar o vazamento.

“O recolhimento integral do produto foi concluído no último domingo (22/3)”, afirmou a Transpetro. A companhia não informou qual foi a quantidade de óleo derramado.

O MPF também pediu informações ao Inea, ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), ao Instituto Boto-cinza e à prefeitura de Angra dos Reis, com o objetivo de obter documentos e acompanhar a atuação dos órgãos fiscalizatórios.

Por Marta Nogueira

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