Taxa de desemprego sobe a 5,9% em fevereiro, maior nível desde junho de 2013

quinta-feira, 26 de março de 2015 12:22 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - O desemprego no Brasil subiu pelo segundo mês seguido e atingiu 5,9 por cento em fevereiro, maior nível desde junho de 2013, com aumento da procura de trabalho associada à dispensa de trabalhadores e deterioração da renda, em mais um golpe para a abalada imagem do governo da presidente Dilma Rousseff.

O número apontado pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ficou um pouco acima da expectativa apontada em pesquisa da Reuters, de 5,7 por cento.

Em janeiro, a taxa de desemprego havia subido a 5,3 por cento, após ter igualado no mês anterior o menor nível histórico de 4,3 por cento.

"O começo de 2015 mostra uma mudança de tendência do mercado de trabalho em relação ao que vimos no começo do ano passado, quando havia estabilidade da população ocupada", avaliou a coordenadora da pesquisa no IBGE, Adriana Berenguy.

"Esse crescimento da taxa está ligado ao crescimento da procura e a uma redução da ocupação. Essa é a pior combinação que pode haver", completou.

O aumento da procura por vagas está claro na alta de 10,2 por cento em fevereiro da população desocupada, que são as pessoas sem trabalhar mas à procura de uma oportunidade, na comparação mensal. Na base anual, houve avanço de 14,1 por cento na base anual, atingindo 1,419 milhão de pessoas.

Ao mesmo tempo, a população ocupada diminuiu 1,0 por cento sobre janeiro --ou seja, 229 mil postos de trabalho foram fechados--, e recuou 0,9 por cento ante o mesmo período do ano anterior, chegando a 22,775 milhões de pessoas.

O comércio teve queda de 1,3 por cento no número de vagas na comparação com janeiro, o que significa 57 mil postos de trabalho a menos. Mas em relação a fevereiro de 2014, houve alta de 1,5 por cento (mais 65 mil postos).   Continuação...

 
Homem olha anúncios de empregos no centro de São Paulo. 19/3/2015 REUTERS/Paulo Whitaker