Dados de emprego e serviços dos EUA indicam recuperação do crescimento

quinta-feira, 26 de março de 2015 12:57 BRT
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu mais que o esperado na semana passada, enquanto a atividade do setor de serviços atingiu o maior nível em seis meses em março, destacando os fundamentos sólidos da economia dos Estados Unidos a despeito da recente fraqueza do crescimento.

O clima severo, a disputa trabalhista nos importantes portos da Costa Oeste do país - agora resolvida -, a demanda global mais fraca e a alta do dólar contiveram o crescimento no primeiro trimestre.

Os números positivos desta quinta-feira, contudo, sugerem que a desaceleração deve ser temporária.

"A boa notícia é que os dados sobre auxílio-desemprego e o setor de serviços sugerem que a economia ganhou alguma tração no fim do primeiro trimestre", disse o economista sênior da moody's Analytics Ryan Sweet.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 9 mil, para 282 mil, segundo dados sazonalmente ajustados para a semana que terminou em 21 de março, informou o Departamento de Trabalho nesta quinta-feira.

Trata-se do menor nível desde meados de fevereiro e de um resultado melhor do que as expectativas de economistas, que previam queda para 290 mil.

A média móvel de quatro semanas, considerada uma medida melhor das tendências do mercado de trabalho porque atenua a volatilidade semanal, caiu em 7.750, a 297.000, na semana passada.

Em outro relatório, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) preliminar do Markit para o setor de serviços dos EUA alcançou 58,6 em março, ante leitura final de 57,1 em fevereiro.   Continuação...

 
Pessoas em busca de emprego em feira de trabalho em Los Angeles. 19/03/2015 REUTERS/Lucy Nicholson