26 de Março de 2015 / às 21:09 / 3 anos atrás

Bovespa fecha em queda de 2,5%; Petrobras cai 5% apesar de alta do petróleo

SÃO PAULO (Reuters) - O tom negativo prevaleceu na Bovespa nesta quinta-feira, com Petrobras entre as principais pressões de baixa, corrigindo forte alta da véspera, em meio à cautela antes do término da reunião do Conselho de Administração da estatal.

Nem mesmo alta de mais de 4 por cento do petróleo nos mercados internacionais freou a queda de 5 por cento dos papéis da companhia, o que acabou pesando no Ibovespa.

O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, fechou em queda de 2,47 por cento, a 50.579 pontos. O volume financeiro da sessão somou 6,5 bilhões de reais.

Na véspera, os papéis da Petrobras subiram cerca de 5 por cento, com expectativas relacionadas à divulgação do balanço auditado, após reportagem na mídia afirmar que órgãos reguladores haviam aprovado o método de avaliação das baixas contábeis. Nesta quinta-feira, a estatal negou tal informação.

O quadro externo também pressionou a Bovespa, com o ataque da Arábia Saudita ao Iêmen amparando realização de lucros nos pregões europeus e a queda em Wall Street.

A redução das perdas no final do dia no S&P 500, que fechou com declínio de apenas 0,24 por cento, porém, não foi acompanhada pela bolsa paulista.

“Ontem, nós fomos na contramão dos mercados globais e hoje está ajustando”, afirmou o gerente de renda variável da Fator Corretora, Frederico Lukaisus.

“O quadro geral não mudou muito, contudo, com vários dados ainda corroborando a tese de aumento de juros nos Estados Unidos, enquanto aqui no Brasil o noticiário da Petrobras ainda adiciona incertezas”, disse o profissional.

A queda de 6,2 por cento na ação da empresa de educação Kroton também pesou no índice, após o ministro interino da Educação, Luiz Cláudio Costa, dizer que o governo não garante que o Fies disponibilizará novas vagas no segundo semestre do ano.

As ações da Estácio, por sua vez, reverteram as perdas iniciais e fecharam em alta 0,94 por cento.

A sessão também foi marcada por noticiário corporativo intenso. Os papéis da Telefônica Brasil recuaram mais de 3,5 por cento, após aprovação de oferta pública primária de ações no valor de ao menos 15,8 bilhões de reais, que será utilizado em grande parte para a compra da GVT.

As preferenciais da Oi recuaram quase 5 por cento, após a operadora de telefonia ter proposto à Telemar a conversão de ações preferenciais em ordinárias para lidar com atraso em migração ao Novo Mercado. Os papéis ordinários, que não fazem parte do Ibovespa, despencaram 7,95 por cento.

BR Properties avançou 2,69 por cento, figurando entre as poucas altas do índice, após a norte-americana Eminence Capital informar ter ampliado a participação no capital da empresa de investimentos em imóveis comerciais.

Em nota a clientes, o Credit Suisse avaliou o movimento da Eminence como uma indicação clara da intenção do fundo de ter algo a dizer sobre o preço e os termos da oferta pública de aquisição (OPA) do BTG Pactual e da Brookfield Property pela BR Properties.

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