30 de Março de 2015 / às 18:13 / em 2 anos

Itaú BBA vê melhora das expectativas do investidor para o Brasil

SÃO PAULO (Reuters) - Investidores globais estão tendo uma visão mais construtiva sobre o Brasil e oportunidades de compra devem surgir conforme o impacto do escândalo de corrupção na Petrobras diminui, disseram altos executivos do Itaú BBA em entrevista.

    Nos últimos meses, os investidores têm olhando mais para México e Colômbia e evitado o Brasil, já que o caso Petrobras tem fechado os mercados de capitais para a maioria dos emissores.

Sinais de uma postura menos pessimista quanto ao Brasil surgiram numa conferência que o Itaú BBA promoveu com clientes de renda fixa em Nova York na semana passada, disse o co-chefe de renda fixa internacional do Itaú BBA Baruc Saez. Cerca de 40 empresas e 200 investidores participaram da conferência.

    Segundo reportagens recentes da mídia, a Petrobras está perto de divulgar as baixas contábeis de ativos relacionados a corrupção e publicar os resultados financeiros auditados do terceiro e do quarto trimestres até o fim de abril. Se deixar de publicar os resultados até junho, a empresa pode enfrentar o vencimento antecipado de até 54 bilhões de dólares em títulos.

    "Pode haver uma mudança no sentimento de que o Brasil está perto do fundo do poço, e oportunidades interessantes surgirão uma vez que a questão da Petrobras esteja resolvida", disse Saez em Nova York.

    Um salto dos spreads da dívida corporativa do Brasil perdeu força no final de março, após seis meses de aumento rápido.

    O diretor de mercado de capitais do Itaú BBA de dívida na América Latina, excluindo o Brasil, Ricardo Navarro, disse que a maioria das pessoas estão começando a ter a sensação de que um "ponto de reversão" está perto de acontecer.

    A situação da Petrobras "mudou a visão dos investidores radicalmente nos últimos seis meses, por isso o que se vê é o mercado esperar o próximo passo para seguir em frente", disse.

    

    DISTORÇÕES

    A queda nos preços das commodities nos últimos seis meses, incluindo o petróleo, que impacta as finanças públicas de muitos países latino-americanos, resultou em atividade seletiva no mercado primário de dívida, observou Saez.

    Há poucos setores aparentemente despreparados para lidar com oscilações cambiais agudas, disseram os executivos, recusando-se a mencionar quais. Qualquer alta dos custos dos empréstimos globais virá gradualmente, disseram.

    "É difícil dizer se os níveis do mercado secundário estão precificando todos os fundamentos... Meu palpite é que os investidores estão realmente procurando seletivamente casos específicos, independente do setor", acrescentou.

    Os investidores estão de olho em "qualquer incompatibilidade ou superexposição que poderia dificultar às empresas aumentar o capital ou refinanciar obrigações", disse Saez.

    O calendário de pagamento em toda a região parece muito gerenciável ​​e não há necessidade de capital urgente para refinanciamento na região, disse Navarro.

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