Petróleo em baixa e investimentos menores requerem urgências em demandas, diz IBP

segunda-feira, 30 de março de 2015 16:21 BRT
 

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A redução esperada nos investimentos da indústria de petróleo no Brasil, impactada pela operação Lava Jato, e os preços da commodity em baixa vão exigir que algumas demandas do setor privado junto ao governo brasileiro sejam atendidas com mais urgência, sob pena de haver problemas na produção no futuro.

A avaliação é do novo presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Jorge Camargo, que toma posse na quarta-feira.

Segundo ele, a crise pela qual passa o setor no país é um momento de oportunidades para reflexão sobre o que pode ser modificado para que o setor cresça de forma sustentável.

A Lava Jato, que investiga um esquema de corrupção envolvendo a Petrobras, empreiteiras e políticos, ameaça o desenvolvimento de projetos no país. Enquanto isso, o petróleo perdeu cerca de 50 por cento de seu valor desde meados do ano passado.

"A crise que se instala é muito ruim para o Brasil, para a nossa indústria, mas de certo modo cria uma urgência no sentido de resolver problemas", disse Camargo a jornalistas nesta segunda-feira.

Entre as demandas da indústria ao governo federal citadas como mais urgentes estão a revisão de regras de conteúdo local nos projetos, periodicidade de licitações de blocos exploratórios e aprimoramento de licenciamento ambiental.

Camargo lembrou, por exemplo, que até agora grande parte das empresas que arremataram áreas na 11ª e na 12ª rodadas de licitação de blocos exploratórios de petróleo, em 2013, ainda não conseguiu licenciamentos necessários para a realização de sísmicas nas áreas.

O procedimento é um dos primeiros a serem realizados.   Continuação...