OAS pede recuperação judicial de 9 empresas do grupo; pretende vender ativos

terça-feira, 31 de março de 2015 15:23 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A OAS pediu recuperação judicial de nove empresas do grupo à Justiça do Estado de São Paulo nesta terça-feira, informou a empresa em comunicado, enquanto busca vender ativos e focar esforços no segmento de construção pesada em meio à restrição de crédito que enfrenta por conta da Operação Lava Jato.

Serão colocadas à venda a participação da OAS na empresa de infraestrutura Invepar (24,44 por cento do negócio), no Estaleiro Enseada (17,5 por cento), na OAS Empreendimentos (80 por cento), na OAS Soluções Ambientais (100 por cento), na OAS Óleo e Gás (61 por cento) e na OAS Defesa (100 por cento), além das Arenas Fonte Nova (50 por cento) e Arena das Dunas (100 por cento).

Os pedidos de recuperação judicial não incluem sociedades de propósito específico da OAS Empreendimentos, responsáveis pela incorporação e construção de empreendimentos imobiliários.

A OAS disse que a iniciativa foi o melhor caminho encontrado pelo grupo para renegociar suas dívidas com credores e fornecedores diante da intensa restrição de crédito verificada desde o final do ano passado, que dificultou o acesso aos recursos necessários para a manutenção de obras desde o início das investigações na Petrobras.

"Vamos vender os nossos ativos num processo de recuperação judicial para dar segurança aos investidores de que não correrão risco de ter seu negócio contestado na Justiça pelos credores da OAS", disse o diretor de Desenvolvimento Corporativo da Construtora OAS, Diego Barreto, em comunicado.

Segundo o executivo, a Construtora OAS também entra com pedido de recuperação judicial por questões técnicas, já que é garantidora dos financiamentos do grupo, e não por falta de liquidez.

"A OAS decidiu também que concentrará esforços naquilo que é sua principal vocação, a construção pesada", afirmou a empresa.

O grupo terá 60 dias após o deferimento do pedido de recuperação para apresentar plano de reestruturação dos débitos aos credores e fornecedores, que terão mais 120 dias para analisar a proposta.

(Por Priscila Jordão; Edição de Aluísio Alves e Luciana Bruno)