Ritmo de contração da indústria brasileira acelera com força em março, aponta PMI

quarta-feira, 1 de abril de 2015 10:01 BRT
 

Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - O ritmo de contração da indústria brasileira acelerou com força em março e a produção do setor caiu no ritmo mais rápido desde setembro de 2011 devido à forte queda na entrada de novos pedidos, apontou o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgado nesta quarta-feira.

O PMI compilado pelo Markit caiu a 46,2 em março ante 49,6 em fevereiro, com piora das condições em todos os três subsetores monitorados e indo ainda mais abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração.

O volume de produção caiu em março no ritmo mais intenso em três anos e meio, com os entrevistados citando como razões, segundo o Markit, queda da demanda e clima econômico difícil.

"Março testemunhou a contração mais forte na produção industrial no Brasil em três anos e meio, uma situação agravada por condições econômicas domésticas difíceis, taxas de inflação fortes e depreciação cambial", avaliou a economista do Markit Pollyanna De Lima.

"Lamentavelmente, há pouco para sugerir que podemos esperar algum crescimento no setor no curto prazo", completou.

O volume de entrada de novos pedidos teve a queda mais forte desde outubro de 2011, com as três principais áreas registrando recuo, porém a mais forte vista entre os produtores de bens de capital.

Já o número de novos negócios do exterior mostrou estagnação em meio a relatos de concorrência global acirrada diante de aumentos de custos, encerrando três meses de crescimento da demanda externa.

Frente a esse cenário, o nível de empregos no setor industrial caiu pela primeira vez desde novembro, com a taxa de corte de funcionários sendo a mais rápida em 32 meses. As empresas que indicaram níveis mais baixos de pessoal citaram tentativa de redução de custos.   Continuação...