Acesso de caminhões ao porto de Santos pela margem direita fica bloqueado até sexta

segunda-feira, 6 de abril de 2015 16:30 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O acesso de caminhões ao porto de Santos pela margem direita ficará bloqueado até a próxima sexta-feira devido ao incêndio em tanques de combustíveis no local, segundo decisão tomada nesta segunda-feira pelo Gabinete de Integração, que reúne a prefeitura santista e os governos estadual e federal.

Os caminhões que têm como destino a margem esquerda (Guarujá) poderão seguir normalmente, informou a prefeitura de Santos em nota nesta segunda-feira.

A medida foi tomada para que não haja um estrangulamento na entrada da cidade de Santos por conta do incêndio que ocorre nos tanques da Ultracargo, no bairro Alemoa, desde a última quinta-feira.

"Nossa preocupação é preservar o direito e mobilidade do santista", afirmou o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa, segundo o comunicado.

A medida de controle de tráfego de caminhões na Rodovia Anchieta causava congestionamento na região de São Bernardo do Campo e também afetava a chegada e a saída de mercadorias na margem direita portuária, na cidade santista.

As exportações pelo principal porto do país, que concentra a maior parte dos embarques de soja, suco de laranja, café e açúcar do Brasil (líder nas vendas desses produtos), só não são afetadas por ora porque há estoques portuários para abastecer os navios enquanto os caminhões estão proibidos de acessar o local, segundo autoridades e representantes do setor privado.

O bloqueio a caminhões com destino à margem direita do porto será expandido também ao Rodoanel e às rodovias Imigrantes, Anhanguera, Dutra e Ayrton Senna, de acordo com a nota da prefeitura.

Segundo o secretário de Segurança Pública do Estado, Alexandre de Moraes, veículos com produtos perecíveis serão liberados para seguir até o porto, mas sob escolta. Ele estimou que esse movimento represente 5 por cento do volume geral de carga.

(Por Roberto Samora)

 
Incêndio em tanques de combustível em Santos. 3/4/2015 REUTERS/Nacho Doce