Shell acerta compra da BG Group por US$70 bi

quarta-feira, 8 de abril de 2015 08:12 BRT
 

Por Dmitry Zhdannikov e Karolin Schaps

LONDRES (Reuters) - A Royal Dutch Shell fechou acordo para comprar a rival de menor porte BG Group por 70 bilhões de dólares na primeira grande fusão no setor de petróleo em mais de uma década, reduzindo a diferença frente à líder de mercado, a norte-americana ExxonMobil, após uma queda dos preços da commodity.

A anglo-holandesa Shell fará o pagamento em dinheiro e ações, avaliando cada ação da BG em cerca de 1,35 pence, disseram as companhias de energia nesta quarta-feira. Trata-se de um prêmio de cerca de 52 por cento sobre a média de negociação de 90 dias da BG, o que estabelece um padrão alto para quaisquer eventuais ofertas rivais.

A maior fusão deste ano dará à Shell acesso às operações multibilionárias da BG no Brasil, leste da África, Austrália, Cazaquistão e Egito. Elas incluem alguns dos mais ambiciosos projetos de gás natural liquefeito do mundo.

Costurado pelo presidente-executivo da Shell, Ben van Beurden, e pelo presidente do Conselho da BG, Andrew Gould, o acordo vem após a forte queda dos preços do petróleo desde junho, estabelecendo um prêmio maior sobre o acesso a reservas provadas do que sobre exploração.

"Estávamos procurando algumas oportunidades, com a BG estando sempre no topo da lista das empresas com as quais queríamos nos combinar", disse Van Beurden, da Shell, em teleconferência.

"Temos dois portfólios muito fortes que se combinam globalmente em águas profundas e sistema de gás integrado".

A Shell disse que o acordo irá ampliar suas reservas de petróleo e gás em 25 por cento. A empresa também planeja aumentar as vendas de ativos para 30 bilhões de dólares entre 2016-2018 após o acordo.

A britânica BG tem um valor de mercado de 46 bilhões de dólares segundo o patamar de fechamento de terça-feira, e a Shell é avaliada em 202 bilhões de dólares, enquanto a Exxon, a maior petroleira em valor de mercado do mundo, era avaliada em 360 bilhões de dólares.   Continuação...

 
Logo da Shell visto em uma garagem da empresa em Londres.   06/03/2015   REUTERS/Neil Hall