Governo quer abrir capital da Caixa Seguridade neste ano

quarta-feira, 8 de abril de 2015 12:59 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff autorizou nesta quarta-feira estudos para a abertura de capital da Caixa Seguridade e o governo espera realizar a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) neste ano, em uma operação que deverá reforçar o caixa da União.

"O objetivo é claro: possibilidade de aumentar a presença da Caixa Econômica em segmento importante e também, evidentemente, aproveitarmos a vitalidade do nosso mercado de capitais", disse o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto ao lado da presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior.

Os dois se reuniram com Dilma nesta manhã. A Caixa Econômica Federal continuará a ser um banco 100 por cento público, com listagem em bolsa apenas de sua unidade de seguros.

Segundo a presidente da Caixa, o parâmetro básico para o estudo do IPO da área de seguros do banco federal será o processo de oferta inicial de ações da BB Seguridade, controlada pelo Banco do Brasil.

Salientando que a Caixa é a terceira instituição financeira do país, Miriam disse que o banco tem que ter posição sólida no segmento de seguros.

"Muito pelo momento que o país vive de aumento de renda, isso (seguros) passou a ser um bem que pode ser usufruído pela maioria da população. Há potencial de crescimento grande e a Caixa quer estar bem posicionada para aproveitar esse momento."

Sobre as próximas fases da abertura de capital, o ministro da Fazenda disse que o governo convidará os principais bancos de investimento para discutir o plano da operação e sua viabilidade.

Questionado sobre se a venda de ações da Caixa Seguridade gerará receita a ser usada para a formação de superávit primário em 2015, Levy salientou que se o IPO revelar que o negócio tem valor acima do registrado contabilmente, a renda adicional será tributada, com efeito positivo na arrecadação. Porém, ele disse que não tinha como estimar um montante.

A meta de superávit primário deste ano é de 1,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), mas a arrecadação tributária fraca e o elevado nível de gasto público dificultam o cumprimento do alvo fiscal.

(Por Luciana Otoni e Maria Carolina Marcello)